Flapper/Divulgação.

A Flapper, empresa de aviação executiva sob demanda, anunciou um investimento de US$ 2 milhões na Série A, com vistas a expandir a presença da companhia na América Latina.

O investimento é liderado pelo fundo Confrapar, com foco no mercado aeroespacial, contando com a participação da plataforma de crowdfunding SMU, um grupo de investidores-anjo, o Investidores.vc, e demais investidores locais e estrangeiros, incluindo três empresas de táxi aéreo não reveladas. 

A empresa já havia arrecadado um investimento de US﹩ 1 milhão, liderados pela Confrapar e ACE, a maior aceleradora do Brasil.

“Provamos que o modelo de negócio baseado em voos charter sob demanda e compartilhamento de assentos, não só é escalável, mas também altamente lucrativo. Portanto, consideramos nossa Série A puramente para capital de crescimento, que pretendemos usar para replicar o sucesso de nossas operações brasileiras em outras partes da região, enquanto continuamos a desenvolver nosso produto principal e novas soluções para operadores de táxi aéreo” disse Paul Malicki, CEO da Flapper. 

Kadu Guillaume, sócio-gerente da Confrapar e membro do conselho da Flapper, observou que a pandemia mudou fundamentalmente o setor de viagens e a Flapper está bem posicionada para democratizar ainda mais o acesso aos serviços de aviação executiva.

“Vimos uma série de tecnologias disruptivas – incluindo eVTOL, aeronaves híbridas-elétricas e interfaces de compartilhamento de voo – chegando mais perto da maturidade técnica e está claro que nos próximos cinco anos iremos experimentar uma mudança fundamental na forma como a mobilidade aérea está sendo consumida”, falou o executivo, lembrando que a Confrapar já havia investido na fornecedora de armazenamento de energia Unicoba e na empresa de UAV xmobots. 

Em 2020, a Flapper aumentou sua receita anual em 100%, atingindo 250.000 usuários de aplicativos móveis no final de janeiro de 2021. A empresa acumula até agora mais de 550 aeronaves com segurança avaliada em sua plataforma de fretamento e aproximadamente 55% da frota charter disponível na América Latina.

É estimado que o tamanho do mercado de fretamento da América Latina seja o equivalente a pelo menos US﹩ 2 bilhões, dividido principalmente entre Brasil e México.

Hoje, o Brasil possui uma rede de 2.457 aeroportos, dos quais cerca de 120 estão conectados pela aviação comercial. O país é considerado o segundo maior mercado de aviação executiva do mundo – atrás apenas dos Estados Unidos.

A falta de tecnologia para o consumidor e de uma estratégia eficiente de distribuição de assentos resulta em um setor subutilizado, onde apenas 22% dos voos são comercializados por empresas de táxi aéreo, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

A própria pesquisa de Flapper demonstra que o Brasil tem mais de 400.000 clientes potenciais para fretamentos e 2,7 milhões de futuros compradores de pagamento por assento. O México, terceiro maior mercado mundial de aviação executiva, ultrapassou recentemente o Brasil em número de jatos particulares, mas está atrás em turboélices e helicópteros

Confira abaixo nossa entrevista com Paul Malicki.