A Força Aérea dos EUA (USAF), deu mais um passo no processo para substituir os motores do clássico bombardeiro Boeing B-52H Stratofortress.

A USAF divulgou um pedido de proposta, para as fabricantes apresentarem os seus projetos de substituição dos motores que equipam o B-52H.

Atualmente os B-52H utilizam os motores Pratt & Whitney TF33-PW-103 desde o início dos anos 1960. O TF33 é baseado no JT3D comercial que alimentava o Boeing 707 e o Douglas DC-8. 

São 8 motores por aeronave, e um grande motivo do B-52H consumir bastante querosene a cada voo.

B-52 nos preparativos para decolagem na base de Guam.  Foto:Força Aérea dos EUA pelo sargento Kevin Iinuma

Neste projeto, a USAF planeja comprar 608 motores comerciais – mais motores sobressalentes e equipamentos de apoio – permitindo operar os bombardeiros pesados ​​até pelo menos 2050.

A USAF quer andar logo com esse projeto, e todo o contrato deve ser finalizado em maio de 2021, com entregas até 2038.

A USAF quer um motor que tenha tamanho, empuxo e peso similares em comparação com os atuais motores P&W. Cada um desses motores gera 17000 lbs de empuxo (75,7kN).


A GE Aviation, Pratt & Whitney e Rolls-Royce manifestaram interesse em participar dessa licitação.

A GE Aviation planeja oferecer duas propostas:

  • A primeira é equipar o B-52 com oito motores militares derivados diretamente do veterano CF34-10, criado com base nos motores do A-10, e que atualmente equipa aeronaves comerciais da Bombardier e Embraer, além de jatos executivos.
  • Além disso, a segunda proposta da GE é baseada no motor Passport, dos jatos executivos Global 7500.
GE aposta até nos novos motores do Global 7500.

Já a Rolls-Royce aposta no motor militar F130, um derivado militar do BR700 da empresa, que alimenta jatos executivos da Gulfstream e outras aeronaves.

Já a Pratt & Whitney pode oferecer os motores PW800, que alimentam os jatos executivos Gulfstream G500 e G600.

Como vocês podem observar, as fabricantes agora apostam em massa nos motores de novos jatos executivos para o projeto do B-52H, que deve ser atualizado e terminar a sua “vida” com 8 motores em suas asas.

Motores modernos vão no sentido contrário ao mercado de aviação militar, que sempre aposta em produtos sólidos, e com experiência de mercado, mas a USAF que apostar em um motor que realmente reduza o consumo de combustível, o ruído, as emissões e os custos operacionais, mesmo com oito motores equipando cada avião.

Com a propulsão atual, o B-52H tem um alcance de 14200 km, essa capacidade pode ser ampliada em até 40%, de acordo com a escolha, atingindo um alcance incrível de 19880 km.

 

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