Elephant Walk F-15 USAF Japão
A formação reuniu 30 aeronaves F-15, HH-60, E-3 e KC-135. Foto: Senior Airman Stephen Pulter/USAF

A Força Aérea dos EUA (USAF) realizou um exercício de preparo de combate nesta quarta-feira (02), reunindo 27 caças F-15 Eagle na pista da Base Aérea de Kadena, no sul do Japão. Um helicóptero de busca e resgate HH-60 Pave Hawk, um avião-tanque KC-135 e um avião-radar E-3 Sentry também participaram do exercício.

“A formação representa o culminar dos esforços dedicados de toda a 18ª Ala, com cada membro fornecendo contribuições vitais para garantir que a Equipe de Kadena esteja pronta para entregar poder aéreo a qualquer hora, em qualquer lugar”, diz a organização militar em comunicado. O exercício foi realizado pela 18ª Ala da USAF, um comando que tem como sede a Base Aérea de Kadena, localizada na prefeitura de Okinawa. 

Foto: Senior Airman Stephen Pulter/USAF.

A manobra é chamada de Elephant Walk, um termo que remonta à Segunda Guerra Mundial, quando um grande número de bombardeiros taxiavam em fila indiana antes de decolarem em um curto intervalo de tempo para uma missão.

O nome Elephant Walk foi atribuído porquê as aeronaves taxiando lembram um grupo de elefantes caminhando juntos para um poço d’água. Após a Segunda Guerra, o termo voltou a ser usado durante a Guerra do Vietnã, desta vez referindo-se às formações de bombardeiros B-52 Stratofortress.

Foto: Senior Airman Stephen Pulter/USAF.

Mesmo ocorrendo de forma rotineira em várias bases dos EUA no mundo, as manobras de Elephant Walk chamam atenção pelo grande número de aeronaves envolvidas, que quase sempre realizam uma Decolagem de Intervalo Mínimo (MITO) logo em seguida. 

O Elephant Walk desta terça-feira reuniu um total de 30 aeronaves: um HH-60G Pave Hawk do 33º Esquadrão de Resgate; um avião-tanque KC-135 Stratotanker do 909º Esquadrão de Reabastecimento em voo; um avião de alerta antecipado E-3A Sentry do 961º Esquadrão de Controle Aerotransportado e 27 caças F-15C/D Eagle dos 44º e 67º Esquadrões de Caça. 

Foto: Senior Airman Stephen Pulter/USAF.

O exercício demonstra as capacidades operacionais e de prontidão da unidade, mas também é visto como uma demonstração de força dos Estados Unidos. O movimento ocorre no dia seguinte ao discurso do presidente Joe Biden, onde criticou sua contraparte russa, Vladimir Putin, pela invasão da Ucrânia. 

Após chamar Putin de “ditador”, o líder estadunidense disse que Putin está isolado. Ele reforçou que as tropas enviadas para o leste europeu não irão lutar na Ucrânia, mas defender o território da OTAN no continente.  

“Nossas forças não irão para a Europa para lutar com a Ucrânia, mas para impedir que a força da Rússia avance para outros países. Enviaremos forças aéreas, náuticas e terrestres para proteger a Estônia, a Letônia e Hungria. Vamos defender cada centímetro de espaço que seja da OTAN.”

Antes de finalizar seu discurso com a frase “Deus proteja nossas tropas”, Biden disse que os EUA continuarão se fortalecendo a cada ano, superando os desafios “como um povo só.”