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Bombardeiro B-1B Lancer. Foto: USAF.

Todos os bombardeiros B-1B Lancer da Força Aérea Americana (USAF) foram groundeados – retidos em solo – após um grande vazamento de combustível em uma das aeronaves no início do mês. O Comando de Ataque Global da Força Aérea resolveu manter todos os aviões em solo para realizar inspeções nas aeronaves. 

No dia 08 de abril, o B-1B matrícula 86-0104 sofreu um emergência em solo relacionada a um alojamento do filtro da bomba de combustível do aumentador (augmenter fuel pump filter housing), após pousar na Base Aérea de Ellsworth, na Dakota do Sul. 

A inspeção na aeronave revelou um buraco enorme na carcaça do filtro que fica do lado de fora dos motores F101-GE-102, fabricados pela General Electric. Segundo o The War Zoneo 86-0104 foi visto deixando uma grande nuvem de combustível no pouso.

Bombardeiros B-1B da USAF e caças F-35A da Noruega durante manobras conjuntas em 2020. Foto: USAF.

Se o compartimento do filtro não funciona corretamente, os pilotos não podem usar a pós-combustão, o que, segundo o site, não permite a operação da aeronave. Os motores F101 geram 17.390 libras de empuxo máximo fora do regime de pós-combustão. O pós-combustor máximo quase dobra o empuxo disponível em 30.780 libras. 

O Comando de Ataque Global emitiu um comunicado sobre o problema. Confira abaixo:

O comandante do Comando de Ataque Global da Força Aérea, General Tim Ray, ordenou a suspensão de segurança da frota de B-1B Lancer em 20 de abril. A segurança dos aviadores é a principal prioridade do comando. Durante o processo de inspeção após uma emergência terrestre do B-1B em 8 de abril na Base Aérea de Ellsworth, Dakota do Sul, foi descoberta uma discrepância com o alojamento do filtro da bomba de combustível do aumentador. Como medida de precaução, o comandante ordenou inspeções únicas em todas as aeronaves B-1B para resolver esse problema.

Após uma análise mais aprofundada, o comandante suspendeu a frota porque foi determinado que uma inspeção mais invasiva seria necessária para garantir a segurança das tripulações. As aeronaves retornarão ao voo individualmente quando forem consideradas seguras para voar pelos oficiais da Força Aérea. A Força Aérea leva todos os incidentes a sério e trabalha diligentemente para identificar e corrigir as causas potenciais. Mais detalhes podem ser divulgados quando disponíveis. Os bombardeiros do Comando de Ataque Global continuarão apoiando comandos combatentes em todo o mundo.

Militar do 7º Esquadrão de Manutenção de Componentes inspecionando motor F101 de um B-1B. Foto: Staff Sgt. Richard Ebensberger/USAF.

Essa não é a primeira vez que os bombardeiros supersônicos são aterrados, além de fazer parte de uma série de problemas que a aeronave vem encontrando. Em 2018, o mesmo problema do 86-0104, que causou essa última retenção da frota, ocorreu no bombardeiro de matrícula 86-0109. 

A USAF vem colocando diversas restrições nos aviões, a fim de prolongar a vida útil das aeronaves cujo projeto vem dos anos 60. Recentemente o primeiro de 17 bombardeiros foi aposentado e enviado ao “Cemitério de Aviões” da Força Aérea. Apenas 45 Lancers ficarão em serviço até serem aposentados por volta de 2030.

Master Sgt. David Jackson prestando continência ao B-1B aposentado antes de seu derradeiro voo. Foto: Jonah Fronk/USAF.