Funcionários da Airbus protestam contra possíveis cortes de empregos

Foto - EPA-EFE/GUILLAUME HORCAJUELO

Nesta última quarta-feira (08/07) diversos funcionários da Airbus fizeram uma breve geral, abandonando os seus postos de trabalho e marchando contra as demissões em massa.

Na semana passada a Airbus declarou que deverá demitir cerca de 15000 funcionários em várias unidades da empresa pela Europa, em resposta à desaceleração da demanda por novos aviões.

Ao todo cerca de 5100 funcionários na Alemanha serão demitidos, juntamente com 5000 na França, 1700 no Reino Unido, 900 na Espanha e 1300 em outras unidades da Airbus.

A Airbus enfrenta no momento um corte de pelo menos 40% na produção de aeronaves, e não espera uma recuperação até 2023, sendo que a pior previsão é uma melhora a partir de 2025.

Protestos em Toulouse.

Em Toulouse, França, local da base da Airbus , entre 7.000 e 9.000 trabalhadores saíram das fábricas da empresa e marcharam ao longo de uma pista do aeroporto de Toulouse.

De acordo com a Reuters, eles carregavam sacolas de piquenique fornecidas pelo sindicato e uma faixa com a inscrição “Sem demissões obrigatórias”.

Protestos em Hamburgo, na Alemanha.

Em Hamburgo, na Alemanha, os trabalhadores fizeram um protesto de “cadeira vazia”. Duas mil cadeiras foram exibidas como símbolos dos trabalhos que poderiam ser perdidos na cidade como resultado dos cortes da Airbus. Fotos pessoais de trabalhadores foram coladas nos assentos.


O céu de Augsburg, outra cidade alemã que poderia ser afetada pelas demissões, estava cheio de balões vermelhos. Os funcionários da Airbus os liberaram depois de inscrevê-los com suas demandas.

A Airbus disse antes que as medidas permitem que a empresa conserve seu caixa, e consiga passar pela turbulência deste período, de acordo com Guillaume Faury, executivo-chefe da Airbus.

“Agora, precisamos garantir que possamos sustentar nossa empresa e emergir da crise como líder aeroespacial saudável e global, ajustando-nos aos desafios esmagadores de nossos clientes”, disse Guillaume.

A Airbus ainda trabalha para estruturar demissões voluntárias, aposentadorias antecipadas e licenças não remuneradas por um período longo, para evitar as demissões diretas.

 

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