Um Mirage 2000-5F da Força Aeroespacial Francesa é reabastecido por um KC-130J Super Hercules do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Foto: Staff Sgt. Missy Sterling/USAF.

Treinando a interoperabilidade entre forças, unidades do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC) e da Força Aeroespacial Francesa realizaram exercícios aéreos na região do Chifre da África na última segunda-feira (24). Caças Mirage 2000-5F franceses fizeram reabastecimento em voo com um KC-130J Super Hercules americano, permitindo que ambas as forças se beneficiassem das capacidades únicas de cada um.

“A oportunidade de trabalhar e treinar ao lado de nossos parceiros franceses no Djibouti aumenta a prontidão de ambas as forças e aumenta a interoperabilidade”, disse a coronel do Exército dos EUA Jennifer Mykins, diretora de operações da Força-Tarefa Combinada Conjunta – Chifre da África (CJTF-HOA). “Isso mostra nosso compromisso compartilhado com a estabilidade na região, em última análise, mostrando a importância de como, como parceiros, somos mais fortes juntos.”

O KC-130, pertencente ao Esquadrão de Transporte e Reabastecimento 234 (VMGR-234 Rangers) abasteceu em voo os Mirage 2000-5 do Escadron de Chasse 3/11 Corse, unidade francesa sediada na Base Aérea 188 Djibouti, que divide o espaço com o Aeroporto Internacional da capital do país. 

Dentro do Hercules, militares franceses e americanos da CJTF-HOA observaram a operação conjunta. “Tenho orgulho do que fazemos coletivamente como equipe, como parceiros e aliados”, disse o coronel da Força Aérea Francesa Olivier Saunier, comandante da Base Aérea Francesa no Djibouti. “Ver os dois aviões – o KC-130 e o Mirage 2000 – trabalhando juntos. Vendo isso do lado dos EUA, olhar para um avião francês sendo reabastecido é um assento na primeira fila para entender nossas capacidades conjuntas.”

Um Mirage 2000-5F da Força Aeroespacial Francesa é reabastecido por um KC-130J Super Hercules do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Foto: Staff Sgt. Missy Sterling/USAF.

As forças francesas não têm um recurso de reabastecimento aéreo permanente estacionado em Djibouti, então os pilotos do Mirage estão felizes em se beneficiar da capacidade oferecida pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, disse Saunier.

“Assim que terminamos o reabastecimento ar-ar, descemos para um ambiente de baixa altura e os franceses forneceram uma escolta para nós”, disse o major dos fuzileiros navais dos EUA Jared Hastings, piloto do KC-130J Super Hercules e oficial de operações do VMGR-234.

Os fuzileiros navais simularam um lançamento de cargas aéreo sob a proteção dos Mirage, com outro terceiro 2000-5F fazendo o papel de inimigo (aggressor) Os pilotos do KC-130 realizaram manobras a critério dos pilotos franceses.

Militares americanos e franceses interagem no KC-130. Foto: Staff Sgt. Missy Sterling/USAF.

As forças francesas não têm um recurso de reabastecimento aéreo permanente estacionado em Djibouti, então os pilotos do Mirage estão felizes em se beneficiar da capacidade oferecida pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, disse Saunier.
“Esta foi uma grande oportunidade para a equipe trabalhar com autoridades estrangeiras e construir camaradagem”, disse Hastings.

“Não importa o que façamos, seja aqui na África Oriental ou em qualquer outro lugar do mundo, os EUA não farão isso sozinhos”, disse Mykins. “Vamos fazer isso como parceiros e aliados. Voar juntos e conduzir operações conjuntas é o motivo de fazermos treinamentos como este.”

Brigadeiro da Força Aérea Francesa, Stéphane Dupont, comandante das Forças Francesas em Djibouti (FFDJ), e o coronel da Marinha francesa Patrick Lamiral, chefe do estado-maior da FFDJ, são fotografados na cabine de um KC-130J Super Hercules em Camp Lemonnier, Djibouti. Foto: Staff Sgt. Missy Sterling/USAF.