General Electric quer levar o bombardeiro B-52 em atividade até 2097

Outro ângulo onde mostra um B-52 com dois Caças Typhoon em cada Ala. Foto: RAF

A Força Aérea dos Estados Unidos já demonstrou várias vezes a vontade de levar o B-52 pelo menos até 2050, mas a General Electric quer alterar isso.

No novo programa de renovação de motores do Boeing B-52, a General Electric disse para a Força Aérea dos EUA que é possível remotorizar o bombardeiro, e levar sua atividade pelo menos para 2097.

Atualmente os B-52H utilizam os motores Pratt & Whitney TF33-PW-103 desde o início dos anos 1960. O TF33 é baseado no JT3D comercial que alimentava o Boeing 707 e o Douglas DC-8. 

São 8 motores por aeronave, e um grande motivo do B-52H consumir bastante querosene a cada voo.

A GE Aviation ofereceu duas propostas:

  • A primeira é equipar o B-52 com oito motores militares derivados diretamente do veterano CF34-10, criado com base nos motores do A-10, e que atualmente equipa aeronaves comerciais da Bombardier e Embraer, além de jatos executivos.
  • Além disso, a segunda proposta da GE é baseada no motor Passport, dos jatos executivos Global 7500.

Apesar da fabricante não indicar qual motor pode levar o B-52 até 2097, os novos materiais de marketing indicam que esse futuro é com o veterano CF-34, criado na década de 70, e que com toda certeza consome mais combustível em comparação com o Passport.

Motores modernos vão no sentido contrário ao mercado de aviação militar, que sempre aposta em produtos sólidos, e com experiência de mercado, mas a USAF quer apostar em um motor que realmente reduza o consumo de combustível, o ruído, as emissões e os custos operacionais, mesmo com oito motores equipando cada avião.


Com a propulsão atual, o B-52H tem um alcance de 14200 km, essa capacidade pode ser ampliada em até 40%, de acordo com a escolha, atingindo um alcance incrível de 19880 km.

A Força Aérea dos EUA precisa agora avaliar até onde é possível levar o B-52 como uma ferramenta moderna e capaz de entrar em combate. A GE também concorre com a Pratt & Whitney e a Rolls-Royce neste processo, e com certeza está trabalhando com marketing para convencer os militares.

Lembramos que o primeiro B-52 voou em 1952, e o último a ser produzido foi em 1963. O incrível bombardeiro já tem 70 anos de operação, e pode ir até os 150 anos de atividade, caso essa promessa da GE seja cumprida.

 

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