Em 2016 a GOL obteve um bom resultado financeiro, ela conseguiu lucrar 1,1 bilhão de reais durante todos os 4 trimestres do ano anterior, juntamente com esse resultado anual divulgado pela GOL, o resultado do quarto trimestre também foi apresentado, e revelou um prejuízo líquido de R$ 30,2 milhões.

No mesmo ano a GOL conseguiu transportar cerca de 30,7 milhões de passageiros e gerar R$ 9,9 bilhões em receita. Em 2016 a GOL diminuiu sua oferta de assentos em 5,4% e ficou novamente em primeiro lugar no transporte de passageiros no mercado doméstico de aviação, a diminuição da oferta acompanhou a queda de 5,5% na demanda de passageiros.

Para o mercado internacional a GOL diminuiu sua oferta de assentos em 17% no ano passado, uma redução maior do que a queda na demanda de passageiros para voos internacionais em 2016, que foi de 13,6%. A taxa de ocupação média para os voos internacionais foi de 74,6% e de 77,9% para voos domésticos. No mesmo período a tarifa média das passagens aumentou 19% em relação a 2015, passou de R$ 242,7 para R$ 289 em 2016. 

A GOL conseguiu aumentar as receitas da Gollog e da Smiles em 2016. As despesas e custos operacionais totalizaram R$9.169,5 milhões em 2016, uma queda de 7,9% frente ao ano anterior, as maiores despesas da GOL ainda são com funcionários, combustível, aluguel de aeronaves e prestação de serviços. Praticamente em todas essas despesas citadas anteriormente a GOL conseguiu uma redução em relação a 2015.

A frota da GOL terminou o ano de 2016 com 121 aeronaves operacionais, no quarto trimestre do ano passado cerca de 5 aviões Boeing 737 foram devolvidos. Reduzir o número de aeronaves na frota no quarto trimestre resultou em um aumento da média de horas que uma aeronave é utilizada por dia, no 3º trimestre de 2016 a GOL utilizava uma aeronave em média 9,6 horas por dia, no quarto trimestre a GOL passou para 9,9 horas por dia, em média.

A GOL Linhas Aéreas liderou em venda de passagens e bilhetes emitidos no mercado doméstico corporativo em 2016, de acordo com dados da Abracorp (Associação Brasileira de Viagens Corporativas). A companhia está em primeiro lugar no balanço deste período, com 30,5% de market share, e com um percentual de participação de 32,3% em tickets. Nos dados da Infraero e Concessionárias dos aeroportos a GOL foi líder em pontualidade em 2016, com 94,8% dos voos saindo com no máximo 30 minutos de atraso.

 

Planos para 2017

Para 2017 a GOL planeja devolver mais sete aeronaves e fechar o ano com 115 aeronaves na frota, assim como afirmado pela companhia anteriormente. A GOL também buscará subir a média de assentos ocupados nos voos, saindo de 77,9% para acima de 80% em 2017, só em janeiro a GOL conseguiu 83% de ocupação média em seus voos.

Com menor número de aeronaves a oferta de voos da companhia será reduzida, a GOL planeja uma redução da oferta de assentos entre 3% a 5%, e a oferta de voos (ASK) pode reduzir em até 2% em 2017.

Ao mesmo tempo que prevê um aumento de 7,5% no gasto com combustível neste primeiro trimestre, por conta do aumento de preço, a GOL ressalta que irá devolver aeronaves antigas e reduzir a idade média da frota para gastar menos com combustível.

Em 2018 a companhia receberá 5 aeronaves 737 MAX, assim como divulgado pela Aeroflap nesta semana, a companhia também planeja aumentar sua frota de 115 aeronaves para 121. Paulo Kakinoff, presidente da GOL, garantiu que até o final de 2017 cerca de 80 aviões da companhia estarão equipados com o serviço de internet a bordo, via satélite.