GOL finaliza primeiro trimestre com lucro líquido de R$173 milhões

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A GOL Linhas Aéreas anunciou hoje (04/05) o resultado consolidado do primeiro trimestre de 2020 (1T20). As comparações são em relação ao primeiro trimestre de 2019 (1T19), exceto quando especificadas de outra forma.

“Temos experiência em navegar em tempos de estresse”, comentou Paulo Kakinoff, Diretor-Presidente da GOL. “Nosso modelo de frota flexível sempre foi um diferencial competitivo da GOL, e agimos rapidamente para nos adaptar ainda quando o impacto da COVID-19 não era tão evidente. Estamos focados neste momento da pandemia em três prioridades. Em primeiro lugar, proteger a saúde e a segurança de nossos Colaboradores e Clientes. Segunda, preservar a liquidez financeira da Companhia para superar essa crise e, terceira, assegurar que permanecemos bem posicionados para a continuidade do sucesso do negócio, quando do retorno das atividades, por meio de um plano robusto para a retomada normal das operações”.

Kakinoff acrescentou: “As ações responsáveis que tomamos incluem a suspensão temporária de quase todos os voos, postergação de pagamentos de arrendamentos, corte de investimentos, adiamento no recebimento de novas aeronaves, renegociação de prazos com fornecedores, redução significativa nas despesas com pessoal e cooperação com o Governo brasileiro”.

A GOL obteve uma forte melhora na margem do fluxo de caixa operacional neste trimestre, apesar dos impactos da COVID-19 na segunda quinzena de março. A Companhia tem à sua disposição mais de R$7 bilhões em fontes de liquidez, equivalentes à receita esperada da empresa até o final do ano.

“Ao agir com rapidez e determinação, reduzimos custos fixos e, ao mesmo tempo, preservamos o emprego dos nossos Colaboradores e o capital de giro da Companhia no curto prazo. Isso nos propicia a liquidez necessária para enfrentar a tempestade”, acrescentou Kakinoff.
 

DESTAQUES DO RESULTADO DO 1T20

Em decorrência da pandemia da COVID-19, o trimestre – que caminhava para resultados recordes até meados de março – se deteriorou com rapidez devido a um cenário sem precedentes na indústria.


Em 16 de março, a GOL iniciou a redução da sua capacidade em 50 a 60% no mercado doméstico, e em 90 a 95% no internacional. Essa foi uma decisão prudente que refletiu a mudança na demanda dos Clientes, e seguiu as ações de muitas outras companhias aéreas em diversos países.

No dia 24 de março, em apoio às ações do Governo brasileiro para impedir a disseminação da COVID-19, que inclui restrições à grande parte do tráfego aéreo nacional, a GOL reajustou sua rede de 800 voos por dia para 50 voos diários essenciais com o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, garantindo conexão a todas as 26 capitais estaduais e Brasília.

A Companhia continua trabalhando de maneira coordenada com a esfera federal para oferecer uma malha essencial, seja por motivos de viagens de emergência, transporte de profissionais de saúde, órgãos para transplante, equipamentos médicos e promovendo repatriações, quando solicitada.

A GOL espera manter essa configuração de malha atual até meados de maio, quando aumentará a frequência de seus voos e ampliará gradativamente a cobertura para outras cidades, como Foz do Iguaçu e Navegantes, e retornará as operações no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo e em Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

A Companhia também adotou medidas de preservação de caixa por meio de diminuições de custos, novas condições de pagamento e postergações, que serão detalhadas mais à frente.

Essas iniciativas, em conjunto com uma significativa desvalorização do real frente ao dólar, explicam a maioria das variações neste relatório do 1T20:

  • O número de Passageiro-Quilômetro Transportado Pago (RPK) caiu 6,4% totalizando 9,9 bilhões, enquanto o Assento Quilômetro Ofertado (ASK) reduziu 4,4% na comparação trimestral. A GOL transportou 8,3 milhões de Clientes, uma queda de 6,7%, em comparação com o mesmo período do ano anterior;
  • A receita líquida foi de R$3,1 bilhões, 2,0% inferior em relação ao 1T19. A receita com transporte de cargas e outros cresceu 16,4% para R$206,4 milhões;
  • Como porcentagem da receita líquida, os custos e despesas operacionais da GOL diminuíram 17 pontos percentuais para 67,4%, comparativamente a 84,2% no 1T19;
  • O EBITDA recorrente e o lucro operacional (EBIT) recorrente atingiram R$1,4 bilhão e R$938 milhões, respectivamente. A margem EBITDA recorrente e a margem operacional (EBIT) recorrente foram de 45,7% e 29,8%, um aumento de 16,1 p.p. e 12,8 p.p. respectivamente, em relação a igual período do ano anterior;
  • O lucro líquido recorrente foi de R$ 173 milhões. O lucro por ação diluído foi de R$0,44 e o lucro por ADS diluído foi de US$0,20;
  • A GOL registrou forte geração de caixa operacional (R$1,1 bilhão), com margem de fluxo de caixa operacional de 35,6%, uma melhora de 27,7 p.p. na comparação trimestral; e
  • A Companhia amortizou R$1,2 bilhão de principal e juros de dívidas e arrendamentos no trimestre, incluindo o pagamento antecipado de R$426,6 milhões de Senior Notes emitidas no mercado internacional. A liquidez total foi de R$4,2 bilhões, composta por R$3,0 bilhões em caixa e aplicações e R$1,2 bilhão em recebíveis.

Fortes indicadores operacionais: O gerenciamento responsável e racional da capacidade em relação à demanda dos Clientes, somada a uma gestão eficiente de precificação, fizeram com que a Companhia atingisse:

  1. Yield médio por passageiro de 29,57 centavos (R$), um aumento de 3,6%;
  1. Pontualidade de 92,6%, um aumento de 5,5 p.p., de acordo com a Infraero e dados fornecidos pelos principais aeroportos;
  1. Taxa de ocupação média de 79,8%, uma redução de 1,7 p.p.; e
  1. Utilização média de aeronaves de 12,1 horas/dia, queda de 5,5%.

Receita impactada: A GOL transportou 8,3 milhões de Clientes no trimestre, sendo 7,8 milhões no mercado doméstico (-7,1%) e 0,5 milhão no internacional (-15,8%). A Receita Líquida por Assento Quilômetro Ofertado (RASK) foi de 25,26 centavos (R$), um aumento de 2,6%. A Receita de Passageiros Líquida por Assento Quilômetro Ofertado (PRASK) foi de 23,60 centavos (R$), incremento de 1,4%.

Custos controlados: A GOL tem os menores custos unitários na América Latina, que propicia um melhor equilíbrio de custos fixos durante esse período de pandemia. O Custo por Assento Quilômetro Ofertado (CASK) excluindo despesas não recorrentes reduziu 13,3%, de 20,44 centavos (R$) no 1T19 para 17,73 centavos (R$) no 1T20, principalmente em decorrência do ganho de operações de sale and leaseback, compensado por aumentos nos custos com depreciação em virtude da adição líquida de nove (9) aeronaves na frota, e pelo aumento de despesas com material de manutenção e reparo denominadas em dólar.

Margens saudáveis: Resultante do forte controle de custos, e à eficiente gestão da capacidade e dos yields, a Companhia obteve lucro operacional pelo 15o trimestre consecutivo. A margem operacional (EBIT) recorrente foi de 29,8%.

O lucro operacional (EBIT) recorrente foi de R$ 937,9 milhões, R$ 391,7 milhões superior em relação ao 1T19. A margem EBITDA recorrente atingiu 45,7%. O EBITDA recorrente foi de R$ 1,4 bilhão, R$488 milhões acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

hedge de petróleo foi um item excepcional: Pela redução de sua capacidade, a GOL espera consumir um volume menor de litros de combustível que o esperado nos próximos dois trimestres.

A Companhia registrou a ineficácia e descontinuou antecipadamente parte de sua cobertura de preço de combustível no 2T20-3T20 como um item excepcional de R$292 milhões em seu resultado financeiro para o 1T20.

Fortalecimento da liquidez: A GOL apresentou geração de caixa operacional de R$1,1 bilhão no trimestre. A liquidez total atingiu R$4,2 bilhões, mantendo-se no mesmo nível registrado em 31 de dezembro de 2019, demonstrando uma prudente gestão de fluxo de caixa e rápida contenção de custos, em função da desaceleração nas vendas observada a partir de meados de março.

Ainda em março, a Companhia concluiu a operação de sale and leaseback relativa a 11 aeronaves 737 NG, o que reduziu a dívida líquida em R$ 619,2 milhões, composta por uma diminuição de R$148,7 milhões no endividamento e pelo acréscimo de R$448,5 milhões na liquidez de caixa.

Parte dos recursos obtidos foi utilizada para o resgate antecipado das Senior Notes com vencimento em 2022, no valor de R$426,6 milhões com taxas nominais de aproximadamente 9,0%, mantendo assim a disciplina responsável de desalavancagem do balanço e do comprometimento da Companhia com os credores de longo prazo.

No 1T20, a GOL efetuou pagamentos de principal e juros de dívidas e arrendamento no total de R$1,2 bilhão. A relação dívida líquida (excluindo as Exchangeable Notes e os bônus perpétuos) sobre EBITDA UDM foi de 2,4x em 31 de março de 2020.

 

 

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