GOL já registra prejuízo de R$ 6 bilhões em 2020

GOL

A GOL Linhas Aéreas (B3: GOLL4 e NYSE: GOL) anunciou hoje (04/11) o resultado consolidado do terceiro trimestre de 2020 (3T20) e detalhou suas iniciativas contínuas em resposta à pandemia global de COVID-19.

Todas as informações são apresentadas em Reais (R$), de acordo com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) e também com métricas ajustadas e estão disponibilizadas para possibilitar a comparabilidade nesse trimestre de queda abrupta na demanda com o mesmo período do ano anterior.

Tais indicadores ajustados excluem os gastos relacionados ao percentual da frota não operacional que a GOL manteve em solo nesse período, e estão detalhados na tabela da seção “despesas operacionais” a seguir. As comparações são em relação ao terceiro trimestre de 2019 (3T19), exceto quando especificadas de outra forma.

A GOL manteve uma posição sólida, e encerrou o trimestre com R$ 2,2 bilhões em liquidez. De março a setembro, a companhia realizou todos os ajustes necessários para atravessar este período de redução de demanda, priorizando o equilíbrio entre as entradas e saídas de seu fluxo de caixa operacional.

Desde o início da pandemia, a GOL tem trabalhado com todos os seus stakeholders para garantir que a Companhia mantenha uma liquidez adequada. A Companhia reequilibrou seu cronograma de amortização de dívidas, focou na manutenção dos empregos e fortaleceu a relação comercial com seus principais parceiros de negócios.

Os mercados de crédito reconheceram a força e a qualidade dessa execução, aumentando os preços da dívida não garantida de longo prazo da GOL no mercado secundário em mais de 35% desde o início do 3T20.

Sumário dos Resultados do 3T20


  • O número de Passageiro-Quilômetro Transportado Pago (RPK) diminuiu 72% comparativamente ao 3T19, totalizando 3,2 bilhões de RPKs. Entretanto, registramos um aumento de 63% em RPK de julho a setembro;
  • O Assento Quilômetro Ofertado (ASK) reduziu 70% em relação ao 3T19, entretanto cresceu 59% dentro do trimestre;
  • A GOL transportou 2,6 milhões de clientes no trimestre, uma diminuição de 73% versus o 3T19, contudo uma evolução de mais de 300% na comparação com o 2T20. Durante o feriado de Independência, a GOL registrou 55 mil clientes transportados em um único dia, o que representa 55% do registrado no mesmo período de 2019;
  • A receita líquida foi de R$ 975 milhões, uma queda de 74% em relação ao 3T19, porém uma expansão de 172% versus o 2T20. A receita mensal iniciou com R$ 240 milhões em julho e terminou com R$ 465 milhões em setembro, representando um crescimento de 94% dentro do 3T20. As outras receitas (principalmente cargas e fidelidade) totalizaram R$ 95,9 milhões, equivalente a 9,8% do total de receitas;
  • A Receita Líquida por Assento Quilômetro Ofertado (RASK) foi de 24,42 centavos (R$), redução de 12% em relação ao 3T19. A Receita de Passageiros Líquida por Assento Quilômetro Ofertado (PRASK) chegou a 22,02 centavos (R$), queda de 16% em relação ao 3T19;
  • O EBITDA ajustado e o EBIT ajustado foram de R$ 284 milhões e R$ 114 milhões, respectivamente, e refletem o resultado do gerenciamento racional e responsável da oferta em relação à demanda; e
  • O prejuízo líquido após participação de minoritários foi de R$ 872 milhões (excluindo variações cambiais e monetárias, perdas líquidas não recorrentes, perdas relacionadas aos Exchangeable Notes e resultados não realizados de capped calls). No ano a GOL já registra um prejuízo líquido de R$ 6 bilhões.
  • A Dívida Líquida da companhia chegou a R$ 14,1 bilhões no final de setembro, sendo que a GOL apresentava dívida de R$ 9,4 bilhões no final do 3º trimestre de 2019, e R$ 13,4 bilhões no final do 2º trimestre de 2020. Cerca de R$ 5 bilhões dos 14,1 bilhões são com pagamentos de curto prazo.

Veja o resultado financeiro completo Clicando Aqui.

 

Ajustes à Malha e Frota

Os voos diários triplicaram para 360 no 3T20 para servir 134 mercados, representando 39% da frequência diária do 3T19, sendo que 118 desses mercados são operados pela Companhia e 16 via parceiros estratégicos.

A Companhia reabriu 15 bases no Brasil: Viracopos e Presidente Prudente (São Paulo), Uberlândia, Montes Claros e Juiz de Fora (Minas Gerais) Santarém e Marabá (Pará), Vitória da Conquista (Bahia), Campina Grande (Paraíba), Caxias do Sul e Passo Fundo (Rio Grande do Sul), Londrina e Cascavel (Paraná), Joinville (Santa Catarina) e Sinop (Mato Grosso).

A GOL permanece disciplinada no equilíbrio entre oferta e demanda. Durante o mês de setembro, a Companhia adicionou 1.383 voos nos principais hubs brasileiros: aeroportos de Guarulhos e Congonhas (São Paulo), Santos Dumont e Galeão (Rio de Janeiro), Brasília (Distrito Federal), Fortaleza (Ceará) e Salvador (Bahia).

Comparado à sua malha reduzida em abril/20, a GOL reabriu 36 bases no Brasil para servir 60 bases, representando 95% de suas bases domésticas operadas no início de 2020. A Companhia planeja a reabertura de outras seis no 4T20, encerrando o ano com 66 em operação. Ao final do 1T21, a GOL espera servir 95% % dos destinos pré-pandemia.

 

Considerações para o 4T20 e 1T21

A adequação da capacidade à demanda tem sido uma vantagem chave da gestão de frota da Companhia. Com melhor visibilidade quanto à recuperação, o cenário atual de planejamento de capacidade da GOL assume crescimento de 100% no 4T20 em relação ao 3T20, mantendo significativa flexibilidade para responder às tendências preponderantes do mercado.

Em outubro/20, a Companhia operou aproximadamente 376 voos diários (53% do mesmo período de 2019), atingindo picos de 500 voos diários, atendendo 95% do mercado. Ao final de dezembro/20, a GOL espera restabelecer o mercado doméstico operado do período pré-pandemia, o que representa cerca de 80% da capacidade total de 2019.

A Companhia espera terminar o mês de dezembro com uma média de 94 aeronaves operando na malha, representando mais de 75% da frota operacional no mesmo período do ano passado, mantendo a consistência de sua taxa de ocupação de aproximadamente 80% no trimestre.

A GOL espera encerrar o 4T20 com R$ 2,4 bilhões em liquidez e R$ 13,1 bilhões em dívida líquida ajustada. Diversas importantes iniciativas são relevantes para assegurar que a GOL mantenha a liquidez nos patamares esperados no final do 4T20.

Para o quarto trimestre de 2020, considerando as receitas estimadas, sem reembolsos de TAE, os resultados dos acordos com Colaboradores, lessores e fornecedores, e com o pagamento integral de despesas financeiras, a companhia prevê um consumo líquido de caixa da ordem de R$ 3 milhões por dia, principalmente decorrente de investimentos de Capex para trazer aeronaves de volta à operação até o final do ano.

 

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