Paulo Kakinoff, CEO da GOL. Foto - GOL/Divulgação

Durante o anúncio dos resultados do segundo trimestre de 2018, o CEO da GOL Linhas Aéreas, Paulo Kakinoff, respondeu uma pergunta minimizando o efeito do interesse das Low Cost europeias no mercado brasileiro. 

Sobre a empresa Kakinoff afirmou que “Até agora, não vimos nenhum grande movimento… Não é até agora um concorrente local”.

“É realmente difícil quando você compara o nosso nível CASK, que é o abaixo abaixo da Southwest, por exemplo. É difícil acreditar que um recém-chegado poderia vir e ter um CASK muito sustentável, em um nível menor do que o que estamos entregando hoje”.

CASK, referido por Kakinoff diversas vezes, é o custo por assento por quilômetro, uma medida que indica o quanto a companhia gasta por disponibilizar cada assento em seus voos, é uma métrica que também ajuda a companhia na precificação dos seus bilhetes, com base no custo de operação.

O CASK permite que a companhia saiba exatamente o custo daquele voo somente com base nos quilômetros voados de uma cidade para outra, juntando todos os custos, desde a hora trabalhada dos tripulantes até o combustível gasto pela aeronave, dividido pela oferta de assentos da mesma (normalmente na GOL entre 183 a 186 assentos).

Foto – Boeing/Divulgação

Essa afirmação do Kakinoff é relativa ao interesse da Norwegian Air de operar voos de longa distância para o Brasil, marcando a sua entrada no mercado brasileiro. O risco para as companhias atuais é futuramente a empresa também abrir uma subsidiária da Shuttle Air no Brasil, para operar voos domésticos, assim como fez na Argentina.