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A GOL Linhas Aéreas (BVMF: GOLL4) apresentou hoje os seus dados financeiros referente ao período do 4º trimestre de 2020 (4T20), e também o acumulado em relação ao ano de 2020.

A receita líquida dentro do trimestre apresentou um crescimento de 37% de outubro para dezembro. A receita líquida trimestral foi de R$1,9 bilhão, representando uma queda de 50,3% quando comparada ao 4T19, devido principalmente à redução na demanda no setor aéreo.

Em 2020, a GOL atingiu receita líquida de R$6,4 bilhões, uma redução de 54,0% em relação ao ano de 2019. No ano a companhia enfrentou uma severa redução na demanda de passageiros, assim como várias outras companhias aéreas do setor. Na maior parte do meses de 2020 a companhia foi líder no mercado doméstico de aviação.

A GOL transportou 5,2 milhões de clientes no trimestre, um declínio de 46% versus o 4T19. Em relação ao 3T20, a Companhia registrou um aumento de 100%.

O EBITDA e o EBIT ajustados foram de R$558,5 milhões e R$346,8 milhões, respectivamente no 4T20, e refletem o resultado do nosso gerenciamento racional e responsável da oferta em relação à demanda. No ano de 2020, o EBITDA e o EBIT ajustados foram de R$2,5 bilhões e R$1,6 bilhões, respectivamente.

No 4ª trimestre de 2020 a GOL teve um prejuízo líquido após participação de minoritários foi de R$862 milhões, excluindo variações cambiais e monetárias, despesas líquidas não recorrentes, ganhos relacionados a Exchangeable Notes e resultados não realizados de capped calls. No acumulado de 2020 a companhia teve um prejuízo líquido de R$ 5,988 bilhões.

O presidente da companhia aérea, Paulo Kakinoff, diz que a GOL evitou uma despesa extra de 2,5 bilhões de reais com combustíveis, taxas aeroportuárias e operacionais. A empresa conseguiu ainda uma economia de R$ 1,3 bilhão com diferimentos e descontos em arrendamentos, e mais R$ 300 milhões com a diminuição de salários dos funcionários. A economia operacional total em 2020 foi de até R$ 9 bilhões.

 

Ajustes de malha e frota:

Comparativamente ao 3T20, os voos diários dobraram chegando a 403 no 4T20, servindo 177 mercados e representando 54% da frequência diária do 4T19, sendo que 166 desses mercados são operados pela Companhia e 11 via parceiros estratégicos.

A GOL reabriu 6 bases no Brasil durante o trimestre: Carajás (CKS), Fernando de Noronha (FEN), Cruzeiro do Sul (CZS), Jericoacoara (JJD), Caldas Novas (CLV) e Cabo Frio (CFB).

Boeing 737 MAX GOL

Com essas reaberturas no quarto trimestre, a GOL operou em 100% das bases da malha doméstica do período anterior à pandemia, e permanece atenta às determinações dos governos de outros países e ao comportamento da demanda para atuar novamente com sua malha internacional.

A Companhia concluiu seu plano de ajuste de frota do ano de 2020 e encerrou dezembro com um total de 127 B737s, sendo 7 MAX e com 95 aeronaves em operação, um aumento de 24 aeronaves comparativamente ao final de setembro/20.

A GOL retirou 10 aviões da sua frota ao longo de 2020.

 

Liquidez robusta e cumprimento das obrigações financeiras:

Em 2020, a Administração da GOL honrou totalmente seus compromissos com o mercado global de capitais, incluindo as amortizações de seus Senior Notes de 2022 (US$78 milhões no 1T20), e o Term Loan B, sua principal dívida de curto prazo, no valor de US$300 milhões no 3T20.

Durante o 4T20, a Companhia amortizou aproximadamente R$1 bilhão em dívidas financeiras, reduzindo significativamente sua parcela de curto prazo, que neste momento está concentrado primordialmente com bancos locais, com os quais a GOL mantém exposição de crédito e bom relacionamento comercial.

Considerando os valores financiáveis de depósitos e ativos não onerados, as fontes potenciais de liquidez da Companhia superam R$5 bilhões. O prazo médio de vencimento da dívida de longo prazo da GOL, excluindo arrendamento de aeronaves e notas perpétuas, é de aproximadamente três anos.

 

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