Aeroporto Charles de Gaulle

(Reuters) – A França descartou uma grande expansão do Aeroporto Charles de Gaulle, o principal terminal aéreo de Paris, citando metas climáticas e preocupações ambientais mais amplas sobre o plano de 9 bilhões de euros (US$ 11 bilhões).

O governo pediu à operadora Aeroports de Paris que abandonasse o “projeto obsoleto que não estava mais alinhado com a política ambiental”, disse a ministra da Transição Ecológica, Barbara Pompili, em uma entrevista publicada no Le Monde na quinta-feira.

A ADP confirmou o cancelamento do projeto, prometendo apresentar uma estratégia alternativa para transformar os aeroportos Charles de Gaulle e Orly em “líderes na aviação verde”.

As expansões de aeroportos estão em conflito crescente com as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa, muitas vezes gerando desafios legais. Ao mesmo tempo, a queda nas viagens do coronavírus deu aos formuladores de políticas mais tempo para revisar as ambições de capacidade.

A Suprema Corte do Reino Unido recentemente anulou uma decisão anterior contra a planejada terceira pista de Heathrow em Londres, mas o projeto ainda enfrenta obstáculos administrativos e legais.

A expansão em Paris teria aumentado a capacidade em Charles de Gaulle em 40 milhões de passageiros anuais ou cerca de 50%, ao mesmo tempo em que criaria 50.000 empregos, de acordo com a ADP, majoritariamente estatal.

A decisão de encerrar o projeto é “uma das consequências da crise do COVID-19”, disse o comunicado da ADP.

Quaisquer expansões futuras de aeroportos que aumentem as emissões seriam barradas por um projeto de lei francês baseado em propostas desenvolvidas no ano passado por uma chamada “convenção climática dos cidadãos”.

Mas as atualizações já em andamento não são afetadas pelo projeto de lei, e o governo do presidente Emmanuel Macron recuou das promessas de implementar outras recomendações da convenção, incluindo um aumento imediato nas taxas de aviação.