Foto - TV Globo/Reprodução

Os primeiros dias do novo Governo de Brasília estão sendo de uma grande agilidade, para destravar projetos que até então estavam a cargo do governo, e sem definição de futuro.

Um deles já tinha futuro, é o Aeródromo de São Sebastião, local em que a Terracap queria transformar no principal aeroporto de aviação executiva de Brasília.

Nesta última semana o governador da capital, Ibaneis Rocha, em reunião com um conselho, definiu que vai repassar o aeroporto para a iniciativa privada, através de uma parceria público-privada.

Oito empresas demonstraram interesse no terminal, que tem mais de 100 hangares e abriga mais de 250 aviões, superando até o Aeroporto Internacional de Brasília.

De acordo com o órgão que administra as terras do Governo do Distrito Federal, o local é atrativo, principalmente por causa da infraestrutura existente, com uma pista de 1,5 km de comprimento, e 23 metros de largura, capaz de receber a maioria dos aviões de pequeno porte e até mesmo muitos jatos executivos que operam atualmente.

Atualmente o aeródromo foi por muito tempo arrendado para o João Botelho, que só tem permissão para operar o local como atividade rural. A Terracap tomou as terras de volta e planeja utilizar a estrutura existente para seguir com esse projeto, ao invés de demolir tudo.

A concessão do local já deveria ter sido assinada em 2018, mas os atrasos do antigo governo minaram qualquer possibilidade disto acontecer. Mas agora a meta do novo governo é até julho assinar o novo contrato de concessão do local.

O local ocupa apenas 80 hectares, mas todo o terreno do aeroporto tem 977 hectares. Todo o terreno deverá ser concedido para a empresa que ganhar a concessão na base do leilão. O valor da concessão é estimado em R$ 73 milhões, com base no lance final, e será válida por 35 anos.

A empresa privada poderá explorar comercialmente o local, cobrando taxas de pouso e decolagem, além de aluguel pela área ocupada pelos hangares. Atualmente não há cobrança para utilizar o terminal, e geralmente os aviões que ficam baseados por lá pagam um aluguel pela utilização do hangar.