TAP Passagens

A TAP S.A. recebeu nesta quinta-feira uma injeção de 536 milhões de euros a partir do Governo de Portugal, que atualmente é sócio majoritário da aérea. O anúncio foi realizado pelo Ministério das Finanças de Portugal, que explicou os motivos para mais uma injeção de capital na companhia.

De acordo com o documento do governo, a injeção de 178,4 milhões de euros acontece devido das compensações pela crise da pandemia de Covid-19. Outros 357,6 milhões de euros serão injetados para compensar a empresa pela perda resultante do cancelamento da dívida da TAP SGPS.

O Ministério das Finanças de Portugal também apontou que os 1,2 bilhões de euros que a TAP recebeu do governo em 2020 foram convertidos em capital.

A nova injeção será parte de um montante para a companhia estabilizar as suas operações em 2022, e faz parte do Plano de Reestruturação aprovado nos últimos dias. A TAP também receberá ao longo do próximo ano cerca de 990 milhões de euros do Governo de Portugal, como parte do plano de reestruturação.

Com esses dois auxílios, e outros que já foram concedidos para a empresa, a TAP terá recebido um máximo permitido pela União Europeia de 3,2 bilhões de euros. Diferente de outras companhias, como a Lufthansa, a TAP não planeja devolver o montante.

 

O que muda com a reestruturação da TAP? 

Com o seu plano de reestruturação aprovado, a companhia aérea terá que se desfazer de diversas empresas do grupo, incluindo a sua subsidiária Portugalia, sua empresa de handling (Groundforce) e empresa de manutenção no Brasil TAP M&E (antiga Varig Engenharia e Manutenção). Além disso, a companhia terá de ceder 5% dos seus slots em Lisboa (18 faixas horárias) para outras companhias aéreas. 

Segundo a mídia local de Portugal, o novo plano de reestruturação da companhia dará não só um maior fôlego financeiro, mas também a eliminação de dívidas por parte das suas empresas. A TAP M&E, por exemplo, é uma das empresas que mais deu prejuízo para a companhia aérea nos últimos anos, sendo que a tentativa da sua venda já ocorreu no passado, mas sem sucesso.  

Resta saber como o governo de Portugal, maior acionista da empresa aéreas, readequará os próximos passos da companhia, visto que, a companhia aérea está ampliando as suas rotas internacionais e nos últimos anos realizou uma ampla renovação de frota. 

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