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Boeing 787
Foto - Boeing/Divulgação

Exatamente neste dia, porém há 10 anos, a Boeing realizava a primeira entrega do seu novo widebody, o 787 Dreamliner. Na ocasião a companhia All Nippon Airways (ANA) recebeu sua primeira unidade, o 787-8 de matrícula JA801A.

A entrega contou com uma grande celebração nas instalações da fabricante em Everett, nas proximidades de Seattle. A Boeing aproveitou para exibir durante a entrega o protótipo ZA0002, responsável por boa parte dos testes da nova aeronave, que no momento estava com o cronograma atrasado em 3 anos.

A aeronave com a escrita 787 em letras garrafais é a versão de testes, em uma cerimônia com muita chuva e primeira entrega de duas aeronaves. Foto – Boeing/Divulgação

“Hoje comemoramos um momento significativo na história do voo”, disse na época Jim McNerney, presidente do conselho, presidente e diretor executivo da Boeing. “O 787 Dreamliner é a maior inovação na aviação comercial desde que o Boeing 707 apresentou ao mundo as viagens de passageiros a jato, há mais de 50 anos. Quero agradecer à ANA e a todos os funcionários da Boeing e nossas empresas parceiras pelo talento, tecnologia e trabalho em equipe que deram vida a este avião revolucionário”.

Jim não estava sem razão, o projeto do Boeing 787 trouxe inovações importantes para o setor. Os motores de nova geração proporcionam uma eficiência muito superior em comparação com o B767 e o Airbus A330ceo.

Interior da Premium Economy do 787 da Air France, com janelas grandes, maiores em comparação com os concorrentes da época.

Além disso, a estrutura e os sistemas do 787 foram construídos para serem diferentes dos aviões até então em operação. Fabricado em material composto, as asas e fuselagens eram mais leves em comparação com concorrentes do mesmo tamanho. Os motores receberam um sistema de partida elétrico, em comparação com o pneumático utilizado em outros aviões.

No interior a Boeing apostava em uma pressurização com menor altitude, algo que a fuselagem mais resistente permitia existir. Essa característica, em combinação com uma iluminação em Led RGB, proporciona uma diminuição nos efeitos do Jetlag em rotas de longa distância. As janelas? Agora funcionam com um sistema totalmente eletrônico, sem a persiana móvel, diminuindo o peso da aeronave.

A ANA sempre esteve amplamente envolvida no programa do Boeing 787, e realizou até mesmo a primeira encomenda para a aeronave. Na época (em 2004) a companhia encomendou 30 aeronaves 787-3 (versão de curto alcance que não existiu), e 20 para o Boeing 787-8.

Boeing 787Foto – Boeing/Divulgação

Após anos de mudanças nas versões, e com a apresentação do Boeing 787-10, a ANA continuou como uma das principais clientes, mas agora com encomendas para o 787-9 e também o 787-10, que está substituindo as aeronaves 777-200 da companhia.

Ao todo são 98 aviões Boeing 787 encomendados pela All Nippon Airways. A companhia já opera com 75 dessas aeronaves.

A Boeing, por sua vez, já recebeu quase 1500 pedidos para a família 787 Dreamliner, e já entregou 1006 aeronaves.

 

Desenvolvimento de um avião que não teve concorrentes por vários anos

A Boeing iniciou a montagem final da primeira unidade em maio de 2007, na fábrica de Everett. No dia 8 de julho de 2007 a Boeing apresentou finalmente o primeiro 787.

Devido ao primeiro avião estar incompleto, a Boeing levou até 2009 para concluir e conseguir voar com a primeira unidade de testes, esse foi mais um atraso no desenvolvimento da aeronave.

Logo a Boeing colocou seis protótipos para completarem mais de 4000 horas de voo, testando um tipo de conceito nunca antes utilizado pela empresa, justificando todos esses testes para a primeira versão do 787. Alguns problemas adiaram a primeira entrega para o final de 2011, e como dito acima, a primeira companhia que operou com a aeronave foi a All Nippon Airways.

O primeiro 787 entregue também era diferente dos que hoje saem da linha de produção, isso porque algumas atualizações da Boeing para diminuir o peso geral do avião não foram implementadas inicialmente.

O desenvolvimento da família 787 custou US$ 32 bilhões para a Boeing, contabilizando todas as três variantes e inclusive o 787-10 que ainda está em testes. A Boeing já recuperou esse investimento, e o lucro das próximas aeronaves vendidas entrará diretamente no financeiro da companhia, sem precisar abater custos exorbitantes para corrigir vários erros de projeto.

Estima-se que o 787 já tenha recebido mais de US$130 bilhões de dólares em encomendas, desde que foi lançado oficialmente, mesmo com o prejuízo no desenvolvimento e o custo de produção, a aeronave figura entre os jatos mais rentáveis que a Boeing fabrica atualmente. A fabricante americana ainda espera mais encomendas para o 787, na medida que os aviões 767 e A330 envelhecem nas frotas das companhias aéreas.

A Boeing já fabricou mais de 1000 unidades dessa aeronave, por mês até 12 unidades podem ser produzidas em North Charleston, apesar das idas e vindas dos problemas iniciais as companhias não desistiram, queriam uma aeronave leve, eficiente e econômica.

 

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