Em 18 de julho de 1983, Sally K. Ride entrou para a história da NASA e dos Estados Unidos, pela primeira vez uma mulher nascida em território norte-americano embarcava em uma missão para o espaço, através do Space Shuttle Challenger.

A missão que Sally cumpriu foi a STS-7, uma das primeiras do Space Shuttle, e mostrou um um salto para a NASA, que até a missão Apollo selecionava apenas homens, e muitas vezes das Forças Armadas.

Ela foi selecionada para o programa de astronautas em 1978, juntamente com outras cinco mulheres, essa foi a primeira seleção que incluiu uma presença feminina.

Ride participou do início do Space Shuttle, pois atuou como comunicadora terrestre nas missões STS-2 e STS-3, depois disso se especializou no uso do braço robótico, algo inovador do Space Shuttle e capaz de colocar satélites em órbita, e foi exatamente nisto que ela trabalhou durante a missão STS-7.

No total a tripulação dessa missão consistiu em outras quatro pessoas, e naquela época foi o maior número de humanos em uma missão da NASA no espaço.

O satélite implantado pela Sally ficou dois dias em órbita, próximo ao Space Shuttle, e foi recuperado logo depois. Durante esse período o satélite tirou fotos da espaçonave.

O pouso da missão STS-7 ocorreu em 24 de junho.

A primeira mulher mesmo que foi ao espaço foi a cosmonauta soviética Valentina V. Tereshkova, em 1963, que precisou fazer provas de paraquedismo e pilotagem em situações de emergência, visto que a Vostok era semi-automática. Era a sexta missão com humanos da URSS no espaço.

Essa ideia de colocar uma mulher no espaço foi sugerida por Sergey Korolev, um gênio dos foguetes soviéticos, a Rússia usa seus conceitos até os dias atuais.

A missão incluía a comunicação com outra espaçonave soviética no espaço, visto que as missões Vostok-5 e Vostok-6 foram realizadas conjuntamente para testar a comunicação na órbita da Terra. No total ela ficou três dias no espaço, e pousou de volta na Terra em 19 de junho de 1963, coincidentemente há exatos 55 anos.