F-16 AM MLU Noruega
F-16AM da Noruega taxia na base de Bodø armado com mísseis AIM-120 AMRAAM e IRIS-T. Foto: RNoAF.

Em dois dias, a companhia civil Draken fechou dois contratos para aquisição de caças F-16 usados pela Holanda e Noruega. As duas forças estão se desfazendo de 12 aeronaves cada, substituindo-os por caças stealth F-35A Lightning II.

Ainda em junho a Holanda anunciou que seus F-16A/B MLU seriam vendidos à Draken. No entanto, o contrato só foi assinado na terça-feira (01). “Não há dúvida de que a aquisição dessas aeronaves F-16 terá impactos duradouros em todo o mundo”, disse Joe Ford, CEO da Draken.

F-16 AM MLU Holanda
Um F-16AM holandês é visto de um KC-135 Stratotanker da USAF sobrevoando o Afeganistão em maio de 2008. O está armado com mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder, uma bomba GBU-38 JDAM e duas bombas GBU-12 Paveway II. Foto: Master Sgt. Andy Dunaway/USAF.

“A adição desses F16 aprimora a frota já altamente capaz da Draken e garantirá que continuaremos a oferecer a todos os nossos parceiros um nível superior de treinamento”, disse Bill Tart, COO da Draken. 

Um dia depois da assinatura com o Governo Holandês, a Draken anunciou a compra de 12 caças F-16A/B MLU usados da Força Aérea Norueguesa. Em outubro, o Ministério da Defesa Norueguês revelou que, a partir de 2022, o F-35 será o único vetor de caça do país. 

 
 
 
 
 
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Um porta-voz da pasta confirmou que os F-16 estariam prontos para a venda antes do Natal. Também foi sugerido, na época, que os aviões poderiam ser vendidos para uma empresa civil, algo que se concretizou nesta quarta-feira (02). 

“Estamos entusiasmados por ter construído um relacionamento excelente e duradouro com o povo da Noruega”, disse Bill Tart. Já Ford afirma que “a inclusão dos F-16 na frota da Draken é transformadora.”

 

 
 
 
 
 
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Os dois negócios, cujos valores não foram revelados pela empresa, também incluem materiais e equipamentos de suporte e manutenção. 

F-16 serão usados em Treinamento de Combate Aéreo

Com a assinatura dos contratos, a Draken International se torna a segunda empresa privada a operar jatos F-16 Fighting Falcon na América do Norte. Em janeiro deste ano, a companhia canadense Top Aces recebeu caças F-16 usados de Israel.

A Draken é uma das empresas mais reconhecidas no ramo de serviços aggressor/adversary. As companhias desre mercado atuam no treinamento de combates aéreos, fazendo o papel do inimigo e servindo de alvo simulado para aviadores de forças aéreas governamentais.

Mirage F-1M da Draken International. Foto: Draken/Divulgação.

Dessa forma, os Estados economizam ao contratar as horas de voo das empresas, sem precisar pagar para manter os aviões.

Todavia, apesar de ter contratos com diversas empresas deste setor – incluindo a própria Draken – os Estados Unidos ainda mantém os chamados Esquadrões Aggressor na sua Força Aérea e Marinha (nesta última são chamados de adversary). 

Atualmente a Draken possui uma frota de aeronaves A-4 Skyhawk, L-159 ALCA, MB-339, Dassault Falcon e Mirage F-1, um dos quais foi perdido em um acidente fatal em maio deste ano. 

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