Nas 48 horas que antecederam o Dia de Ação de Graças, a Horizon Air sofreu sete incidentes envolvendo a segurança de suas operações.

De acordo com um memorando enviado pelo vice-presidente de operações de voo, o Capitão John Hornibrook, esses problemas ocorreram devido a uma cultura de segurança negligente dentro de sua companhia aérea.

‘Uma milha de cada vez’ diz o título da mensagem enviada por Hornibrook para sua equipe. O e-mail indicava que o vice-presidente estava absolutamente furioso com o que ocorreu dentro de sua empresa. Ele havia listado seis incidentes separados que poderiam ter um impacto negativo sobre seus passageiros e operações.

O e-mail dizia de um avião excedeu suas velocidades máximas de operação. Enquanto isso, outro excedia as velocidades máximas permitidas com seus flaps acionados, em procedimento de descida. Além disso, um avião entrou em turbulência preocupante perto da cidade-resort californiana de Palm Springs, algo que poderia ser evitado, de acordo com a companhia, através de de uma análise do radar meteorológico da aeronave. Dois outros aviões foram atingidos por raios em outros incidentes, sendo inspecionados em solo posteriormente.

Além disso, os pilotos de uma das aeronaves da Horizon experimentaram uma situação de quase estol, onde o stick shaker entrou em ação para avisar os pilotos sobre a condição. Por fim, havia um avião com uma discrepância de peso de 4,5 toneladas, que só foi percebida após a decolagem do avião. Hornibrook estava agradecido por estar abaixo do peso e não o contrário.

Como ex-piloto da controladora da Horizon Air, a Alaska Airlines, Hornibrook estava envergonhado com o que sua empresa passou. Ele convidou sua equipe a tomar medidas e garantir que eventos como esses não voltem a acontecer.

“Deveríamos estar muito desconfortáveis ​​com o que aconteceu nos últimos dois dias. Se nos sentarmos e não fizermos nada, teremos um acidente. Nada de bom pode vir da trajetória em que estamos atualmente”, disse ele de acordo com o memorando, relatado pelo site One Mile at a Time.


“Precisamos usar as últimas 48 horas como um despertar antes de termos um evento mais sério. A equipe de liderança precisa colocar a cabeça dos pilotos no jogo antes de sofrer um acidente.”

 

DEIXE UMA RESPOSTA