IATA lança nova projeção em que companhias aéreas vão perder US$ 314 bilhões em 2020

A IATA agora prevê, que as companhias aéreas perderão US$ 314 bilhões em receita de passageiros este ano em meio ao surto de coronavírus, um aprofundamento de US$ 62 bilhões em relação à projeção anterior.

A nova previsão contabiliza uma queda de 55% na receita da companhias aéreas, em comparação com os número apresentados em 2019 por essas empresas. Enquanto isso, o tráfego de passageiros deve recuar 48% de acordo com as novas previsões.

Além disso, a IATA ressaltou que o retorno da demanda de viagens provavelmente será mais lento do que o esperado.

“Nunca vimos uma crise tão profunda antes”, diz o diretor geral da IATA, Alexandre de Juniac. ”Em nosso cenário mais recente, as receitas de passageiros no ano inteiro caem 55% em comparação a 2019, enquanto o tráfego cai 48%. Em outras palavras, metade dos nossos negócios desaparece. Isso é catastrófico.” 

O maior prejuízo, de US$ 113 bilhões, estará no mercado asiático que está enfrentando uma queda da demanda desde o início do ano, seguido pela Europa, em segundo lugar, com uma queda de US$ 89 bilhões na receita, e a América do Norte, com uma queda na receita de US$ 64 bilhões.

A previsão anterior da IATA – divulgada em 24 de março – previa US$ 252 bilhões ou 44%, afetados pelas receitas de passageiros e uma redução de 38% nos RPKs.

Essa nova previsão da IATA, que indica uma queda de US$ 314 bilhões na receita das companhias aéreas, é baseada em um novo efeito de extensão da quarentena em diversos países, atrasando a retomada da economia. Ao mesmo tempo, desde a última previsão muitas companhias cortaram ainda mais os voos no período da pandemia, motivando a acentuada queda.


Entre suas outras considerações revisadas, há uma piora da perspectiva econômica, incluindo uma projeção de que o PIB global cairá quase 6% este ano, o dobro da contração observada durante a crise financeira global.

 

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