Iberia
Foto: Airbus

No início deste mês, o Procon-SP notificou a Iberia solicitando explicações sobre cancelamento das passagens adquiridas na promoção, divulgada no dia 28 de dezembro, para trecho Rio de Janeiro – Paris, ida e volta, pelo valor de US$ 118.

Em resposta ao pedido de explicações sobre cancelamento das passagens adquiridas para o voo Rio de Janeiro – Paris – Rio de Janeiro, a Iberia Líneas Aéreas de España não comprovou a ocorrência de erro evidente, conforme alegado, o qual inviabilizaria o cumprimento à oferta.

A Iberia respondeu que não se tratou de uma promoção, mas de um erro na hora de realizar o upload dos preços em seu site que fez com que fossem disponibilizadas tarifas com valor de 10% do valor real. Ainda de acordo com a empresa, tratou-se de erro grosseiro e óbvio, corrigido assim que foi verificado.

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Contudo, a companhia aérea deixou de dar algumas das explicações – não informou por qual motivo demorou 72 horas (após emitir os bilhetes) para comunicar seus consumidores sobre o cancelamento, sendo que, de acordo com a própria empresa, o suposto erro foi detectado em algumas horas.

Também não esclareceu por qual motivo algumas pessoas foram informadas que a tarifa foi originalmente carregada no valor de US$ 118, mas sofreu elevação em razão da grande procura. Apesar de a Iberia alegar em sua resposta que tal afirmação estaria equivocada, essa informação foi repassada para os consumidores pelo perfil de rede social da empresa aérea.

Sobre como (e em que prazo) se dará o reembolso dos valores pagos por aqueles consumidores que compraram as passagens, informou que a devolução será feita “o mais breve possível” – ou seja, além da frustração pelo não cumprimento da oferta, os valores pagos não serão devolvidos imediatamente.

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A conduta será encaminhada para a equipe de fiscalização.

“A empresa recusou-se a prestar algumas das informações solicitadas pelo Procon, bem como prestou outras de modo insuficiente e contraditório. Por essa razão, o caso será imediatamente encaminhado à diretoria de fiscalização”, avisa Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

 

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