(Reuters) – A Indonésia não vai aprovar o retorno dos voos do Boeing 737 MAX até que órgãos de aviação nos Estados Unidos, Europa, Brasil, Canadá e China o façam, afirmou o regulador do mercado no país asiático nesta quarta-feira.

“A Indonésia está esperando a FAA (EUA) e outros grandes países recertificarem o MAX”, disse Sokhib Al Rokhman, do órgão indonésio de aviação civil (DGCA), a jornalistas.

“Estamos também aumentando nossa cooperação com os países do sudeste asiático (Asean) uma vez que a FAA publicar a recertificação da aeronave”, disse ele.

Para a fabricante norte-americana, a FAA vai aprovar o retorno do 737 MAX ainda em 2019, porém, por uma questão de logística, as companhias aéreas só vão retomar os voos comerciais com o 737 MAX em janeiro, na análise da Boeing.

Se o 737 MAX for aprovado ainda em novembro, a Boeing pode retomar as entregas da aeronave já no próximo mês, diminuindo a necessidade de locais para estocar as suas aeronaves recém-fabricadas.

Pouco menos de 450 pessoas já pilotaram o novo software Boeing 737 MAX no simulador. A fabricante diz que esses indivíduos vêm de 140 empresas em todo o mundo, incluindo clientes da Boeing, além de reguladores.

A aeronave está impossibilitada de operar há mais de meio ano após um segundo acidente fatal do tipo em março. Até agora, mais de 800 voos de teste reais com o novo software do 737 MAX foram executados.