Foto - Infraero

A Infraero e a ANAC trabalham juntas para que o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, receba uma série de ações técnicas específicas que farão do aeródromo do centro do Rio um dos mais seguros do país.

Recentemente o Rio/Galeão cobrou da ANAC uma lista grande de ações daquilo que seriam graves irregularidades que fazem do Aeroporto Santos Dumont um dos mais perigosos do país. Sabe-se que as duas pistas do Santos Dumont não se enquadram perfeitamente nas regras da ICAO e da própria ANAC, principalmente no que diz respeito às RSAs ( Área de Segurança da Pista), o que aumenta a possibilidade de saídas de pistas nas duas cabeceiras.

Está em fase final um estudo técnico internacional para juntamente com a troca de todo o asfalto das pistas do Aeroporto Santos Dumont, prevista para agosto de 2019, a instalação de um EMAS (Sistema de Material de Engenharia Para Frenagem de Aeronaves) nas cabeceiras das duas pistas. O EMAS é feito de um material especial que favorece a frenagem de aeronaves em caso de saída de pistas, um dos acidentes que mais acontecem em todo o mundo.

Aeroporto Santos Dumont.  Foto – Infraero/Reprodução

O sistema EMAS é reconhecido e recomendado pela ABRAPAC, Associação Brasileira dos Pilotos de Aviação Civil, através de seu presidente, Paulo Licati, que recentemente acompanhou na Alemanha a instalação deste moderno sistema que agrega um valor técnico e de segurança aos aeroportos.

Com esta ferramenta, que já existe em alguns dos maiores aeroportos do mundo, Santos Dumont poderia receber novos voos com aeronaves maiores e com mais passageiros com total segurança, o que garantiria ainda uma maior arrecadação.

O Aeroporto de Congonhas, que também tem problemas em relação às áreas de segurança no final das pistas, também poderá receber o mesmo equipamento antes mesmo de uma concessão prevista para a parte final do atual governo.