Aeroporto de Congonhas Boeing 737 MAX
Foto: Frits Harald Brems

O apertado Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é conhecido por aproveitar o máximo de espaço em um sítio aeroportuário que tem os mesmos moldes da década de 50, com algumas modificações.

Ao longo de todo esses 70 anos os aviões evoluíram, aumentaram de tamanho, e melhoraram a sua eficiência de voo. Para deixar a família 737 mais econômica a Boeing precisou fazer algumas modificações na aeronave, como os novos Advanced AT Winglets, uma versão aprimorada do Winglet padrão do 737 NG.

Boeing 737 MAX GOL
Comparação, Winglet do 737 NG com o 737 MAX (à frente).

Somente esse componente permite uma economia de 3% de combustível, quando comparamos com a geração anterior. Mas o 737 MAX cresceu um pouco, sua envergadura é de 35,92 metros, no limite da sua categoria de wingspan (Code C). O Boeing 737-800NG tem 35,72 metros de uma ponta da asa até outra.

Para não ocorrerem incidentes, como publicamos recorrentemente, o 737 MAX começou a operar a partir da remota do Aeroporto de Congonhas. Mas em alguma hora a GOL passaria a ter uma quantidade considerável de aviões deste modelo em sua frota, e por este motivo, a Infraero iniciou uma quase “certificação” do 737 MAX para utilizar por portões de embarque fixos.

Teoricamente Congonhas pode receber aviões com até 36 metros de envergadura, o próprio Airbus A320neo que já opera no canal tem 35,8 metros, e o Embraer E-195E2 tem 35,13m. Deste modo, o teste focou mais nas partes operacionais.

Sobrou espaço!  Foto: Frits Harald Brems

Frits Harald Brems, Gerente de Gestão Operacional do Aeroporto de Congonhas, publicou em seu LinkedIn alguns detalhes dos testes, que ocorreram na terça-feira (26/04).

As pontes 01 e 02 foram utilizadas com aviões 737 MAX nos testes, e diversos pontos foram anotados, como a distância entre as pontas das asas, as rotas de fuga dos carros de solo e a posição do caminhão de abastecimento.

“O teste serviu para aferir a implantação do novo projeto de sinalização horizontal, que está sendo executado pela Infraero, permitindo a alocação dessa aeronave em finger, com as devidas áreas de segurança, demarcação da posição do caminhão tanque abastecedor e rota de fuga”, disse Frits Harald Brems.