Inframerica suspende contratos de funcionários dos Aeroportos de Brasília e Natal

Foto - Aeroporto de Brasília

Em razão da pandemia da Covid-19, a Inframerica, concessionária que administra os Aeroportos de Brasília e Natal, decidiu que vai suspender contratos de funcionários e fazer revezamento de trabalho.

O acordo foi feito por intermédio do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), onde parte dos funcionários ficarão de dois a cinco meses afastados em esquema de revezamento. Houve boatos de que tenham sofrido pressão para aceitar o acordo, mas a empresa negou o ocorrido.

Segundo a SINA, mesmo com este acordo cerca de 10% dos funcionários foram demitidos. A concessionária não informou quantos estão de licença remunerada e quantos foram demitidos. A licença será por revezamento, com alguns funcionários sem trabalhar por agora e outros nos próximos meses.

A CLT já permite esse tipo de licença desde que o sindicato da categoria esteja ciente e presente nesses acordos.

“O empregado poderá optar por tirar licença não remunerada por período mínimo de 2 meses de no máximo até 5 meses, sem prejuízo de todos os benefícios previstos no acordo coletivo de trabalho vigente, até que novo acordo seja assinado, salvo o benefício do vale transporte e auxílio combustível. Exceção se aplica aos bombeiros que poderão sair de licença por 1 mês”, segundo o trecho do acordo.

Os benefícios de vale-alimentação, vale-refeição continuaram sendo depositados assim como o salário do mês de março. O acordo estabelece ainda a possibilidade de redução da jornada de trabalho em até 50%, com redução proporcional do salário.

O presidente do Sina, Francisco Lemos, que assinou o acordo, afirmou que chamou a empresa para negociar depois que ela anunciou demissões. Ele está conversando com outras empresas, inclusive a Infraero . Segundo Lemos, no caso da estatal, não haverá demissões nem licença não remunerada.


“O que foi dito: se você vai para casa, vai manter os seus benefícios, vai receber no começo de abril, um salário e meio de adiantamento na participação dos lucros, é mais negócio que ficar na roleta russa de continuar trabalhando e ser sorteado para ser demitido. Porque o critério para ser demitido é muito subjetivo, porque vai a avaliação do chefe imediato. Nós pensamos até em modificar isso, mas não conseguimos. Não é um critério muito objetivo. O que você fala que houve uma pressão, houve uma conversa sim nas dependências entre chefias e empregados”, disse Lemos.

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