F-35B HMS Queen Elizabeth RN RAF UK
Caças F-35B Lighting II da Força Aérea Real a bordo do HMS Queen Elizabeth. Foto: Royal Navy.

Após duas semanas de buscas, a Marinha Real Britânica encontrou os destroços do caça stealth F-35B que caiu no mar Mediterrâneo. A Royal Navy e seus aliados estavam patrulhando a área onde ocorreu o acidente, em meados de novembro. 

O Conselheiro de Segurança Nacional, Sir Stephen Lovegrove, confirmou na terça-feira (30) que o avião foi encontrado no fundo do mar. “Meu entendimento é que os especialistas sabem onde está a aeronave. Sim, nós o localizamos. Ainda não içamos o avião”, disse Lovegrove. 

No dia 17 de novembro, a RN informou que um F-35B caiu no mar ao tentar decolar do porta-aviões HMS Queen Elizabeth. O piloto ejetou e foi resgatado em seguida com ferimentos leves. Na semana passada surgiram imagens mostrando o exato momento em que o caça cai da rampa da embarcação. 

Questionado pelos parlamentares, Lovegrove pareceu indicar que havia alguma atividade ou interesse russo em torno do local do acidente, afirma o The National News. Contudo, ele disse ao comitê de defesa da Câmara dos Comuns que medidas foram tomadas para proteger o equipamento altamente sensível e os segredos do jato stealth.

Navios de guerra e embarcações de recuperação, junto com submarinos, foram enviados rapidamente para o local, possivelmente ao sul de Creta. “A recuperação do gravador de dados de voo e dos destroços são realmente vitais para uma investigação precisa para determinar as causas do acidente”, disse Lovegrove na terça-feira.

Dias após o acidente, fontes anônimas relataram que a Royal Navy havia solicitado ajuda dos Estados Unidos para encontrar o caça furtivo. A corrida contra tempo é para evitar que nações adversárias capturem o caça de última geração, revelando e obtendo dados secretos.

F-35B lighting II HMS Queen Elizabeth
F-35B da RAF prestes a decolar do HMS Queen Elizabeth. Foto: Coroa Britânica.

“Claramente, a recuperação rápida da aeronave é o que gostaríamos de fazer e estamos trabalhando em estreita colaboração com os aliados na mecânica disso. Mas não posso entrar em muitos detalhes sobre isso por razões de segurança operacional.”

Tobias Ellwood, o presidente do comitê, levantou a questão das capacidades subaquáticas de última geração da Rússia para rastrear naufrágios e mapear a atividade no fundo do mar.

“É uma preocupação sua que os russos estejam nas proximidades e também procurando o F-35?” Perguntou o Sr. Ellwood. Lovegrove respondeu: “Estamos cientes das capacidades submarinas russas e você está certo em identificá-las como sendo de última geração”.

Mas ele disse que precauções estão sendo tomadas para garantir que a tecnologia do F-35 permaneça confidencial. O revestimento do caça seria consideraoa um grande prêmio, pois poderia permitir que os rivais replicassem suas capacidades furtivas ou dar a eles uma capacidade maior de abatê-los.

Oficiais do Ministério da Defesa estão preocupados com os russos, que têm uma base naval em Tartus, na Síria, a mais de um dia de navegação de distância.

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