F-35B lighting II HMS Queen Elizabeth
F-35B da RAF prestes a decolar do HMS Queen Elizabeth. Foto: Coroa Britânica.

A Inglaterra está correndo contra o tempo para recuperar um F-35B que caiu no mar Mediterrâneo nesta semana. O caça de 5ª Geração se acidentou logo após decolar do porta-aviões HMS Queen Elizabeth, com o piloto ejetando em segurança. 

Segundo Larissa Brown do portal britânico The Times, o Ministério da Defesa do Reino Unido conversou com os EUA para auxiliar a recuperar a aeronave no fundo do mar. Os norte-americanos possuem navios e equipamentos de salvamento sediados na Espanha, mais próximos do local do acidente que os navios ingleses. 

Fontes anônimas da Marinha Real disseram que a posição exata do F-35B ainda não foi encontrada. A aeronave caiu no mar pouco depois de deixar o navio, indicando que caiu em baixa velocidade. Segundo o The War Zone, isto pode indicar que o caça está “intacto”. 

F-35B HMS Prince of Wales
Militares conversam ao lado do F-35B preso ao convés do HMS Prince of Wales. Foto: Marinha Real/Direitos autorais da Coroa Britânica.

Com o F-35 perdido no leito do Mediterrâneo, começa a corrida para resgatar o caça. Por ser uma aeronave furtiva, dentre as mais modernas em serviço no mundo, a situação representa um risco para a segurança dos Estados Unidos (que desenvolveram o caça) e dos outros usuários do avião. 

Em abril de 2019, um F-35A da Força Aérea Japonesa caiu no mar, não muito distante da China. O acidente causou um busca frenética pela aeronave, afim de evitar que nações adversárias capturassem o avião furtivo, revelando e obtendo dados secretos.

Os destroços do avião foram encontrados, mas, segundo o site, os restos mortais do piloto só foram recuperados dois meses depois do acidente. A ‘caixa-preta’ do F-35 também foi encontrada, mas estava danificada e impossível de ser usada. 

Equipamentos especiais para achar o F-35B

De acordo com The War Zone, a Marinha dos EUA deverá usar o Towed Pinger Locator 25 (TPL-25). O equipamento pesa cerca de 27,2 quilos (60 libras) e é rebocado em baixa velocidade por uma embarcação (cerca de 5 nós, dependendo da profundidade).

TPL-25. Foto: US Navy via The War Zone.

Enquanto isso, ele escaneia o fundo do oceano, buscando sinais do transmissor de emergência de aeronaves civis ou militares. O sinal acústico é transmitido por cabo e apresentado de forma audível ao operador do equipamento. 

O TPL-25 foi usado nas buscas do F-35A japonês. Nesta operação, a USN também usou o CURV-21 (Cable-controlled Undersea Recovery Vehicle 21).

Trata-se de um veículo operado remotamente, usado para ver o fundo do oceano. O CURV pode ser equipado com braços e garras mecânicas para movimentar objetos. O veículo também foi usado nas buscas do submarino argentino ARA San Juan, que naufragou no Atlântico Sul em 2017. 

O CURV-21 durante as buscas ao ARA San Juan em 2017. Foto: US Navy via The War Zone.

Mesmo com as buscas do F-35 estando em um “passo acelerado”, o The Times também destaca que a Marinha Russa não possui “equipamento capaz de recuperar os destroços […] nas proximidades”. Além disso, qualquer esforço de recuperação ou espionagem subaquática resultaria claramente em um grande incidente diplomático se fosse detectado pelo Reino Unido. 

Recuperar um caça do fundo do oceano já foi feito antes, em várias ocasiões notáveis, mas está longe de ser fácil, especialmente quando está em uma grande profundidade. Supostamente, o F-35B da RAF está a mais de um quilômetro abaixo da superfície. 

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