F-35 B RAF
Um par de F-35B da RAF a bordo do HMS Queen Elizabeth. Foto: Ministério da Defesa Britânico.

O Ministério da Defesa da Inglaterra (MoD) confirmou ontem (07) que o F-35 que caiu no Mar Mediterrâneo em novembro foi recuperado. O resgate do caça stealth F-35B Lightning II ocorreu uma semana depois de ter sido encontrado no fundo do mar.

“As operações para recuperar o F-35 do Reino Unido no Mar Mediterrâneo foram concluídas com sucesso. Estendemos nossos agradecimentos aos nossos aliados da OTAN, Itália e dos Estados Unidos da América pelo apoio durante a operação de recuperação”, disse um porta-voz do MoD Britânico na terça-feira. 

O salvamento bem-sucedido do caça de 5ª Geração ocorre ao mesmo tempo em que um marinheiro que vazou o vídeo do acidente foi preso. Segundo o UK Defence Journal, citando uma fonte anônima, o militar é tripulante do porta-aviões HMS Queen Elizabeth, no qual o F-35B da Força Aérea Real estava embarcado.

A queda do F-35B da RAF em sua primeira viagem operacional virou manchete no mundo todo. O The Sun diz que fontes confirmaram que o acidente ocorreu por conta de uma cobertura de plástico no motor. Esta deveria ter sido retirada pelos tripulantes do navio, o que não ocorreu. De qualquer forma, esta informação não foi confirmada pelo Governo Britânico. 

Ao mesmo tempo, o The War Zone entende que isto realmente pode ter acontecido, justamente porque as operações a bordo do Queen Elizabeth seguiram normalmente. 

“A falta de qualquer ordem de aterramento após o incidente indica fortemente que as autoridades britânicas já acreditam que algum tipo de erro humano, ao invés de um problema técnico com a aeronave, foi a causa do acidente”

Busca frenética pelo F-35 

A queda do caça stealth no Mar Mediterrâneo também gerou uma busca frenética pelo avião acidentado. Isto porque adversários em potencial (Rússia e China) obviamente teriam um interesse enorme em capturar e estudar a aeronave.

A Rússia era o país com maior probabilidade de ter os meios e a oportunidade de tentar chegar ao jato primeiro. Essas preocupações foram compartilhadas por funcionários britânicos.

“Estamos cientes das capacidades submarinas russas e você tem toda a razão em identificá-las como o estado da arte”, disse o conselheiro de Segurança Nacional, Sir Stephen Lovegrove.

“Os tipos de precauções e operações que estamos empreendendo no momento são projetados, pelo menos em parte, para garantir que a tecnologia do F-35B permaneça tão confidencial quanto você gostaria que fosse. Esses aspectos de segurança estão no topo da nossa mente.”

F-35B lighting II HMS Queen Elizabeth
F-35B da RAF prestes a decolar do HMS Queen Elizabeth. Foto: Coroa Britânica.

O mesmo aconteceu na queda de um F-35A japonês. No entanto, algumas partes do avião permaneceram no mar. Os restos mortais do piloto foram recuperados dois meses depois. 

“A recuperação do gravador de dados de voo e dos destroços são realmente vitais para uma investigação precisa para determinar as causas do acidente”, disse Lovegrove. Com os destroços em mãos, os investigadores britânicos podem determinar completamente as circunstâncias do acidente. Contudo, ainda não se sabe quando essa informação se tornará pública.

A operação de resgate contou com apoio de um navio de salvamento da Marinha dos EUA, que liderou a missão. A embarcação estava em Rota, na Espanha. A Marinha Italiana também participou dos trabalhos, que foram prejudicados pelo mar agitado.

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