Depois de enviar as caixas-pretas do Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines para a França, por impossibilidade de extrair os dados na Etiópia, o órgão responsável pela análise dos componentes, o BEA (Bureau d’Enquêtes et d’Analyses), confirmou a extração dos dados do gravador de voz do cockpit (CVR) e do gravador de dados da aeronave (FDR).

De acordo com o BEA a condição dos dados é excelente, mas apenas as ondas de áudio foram analisadas no CVR, o órgão evitou escutar os últimos momentos do voo ou qualquer trecho do áudio, trabalho que será da equipe de investigação da Etiópia.

Os dados foram enviados para os investigadores da Etiópia, e o BEA declarou que os trabalhos com as caixas-pretas foram encerrados. O material também retornará ao país do acidente.

CVR bem danificado, foto tirada no momento em que foi recuperado pela equipe de investigação.

A investigação não tem foco específico, todos os dados devem ser analisados e encaixados em situações do voo, apesar da desconfiança em relação a alguns sistemas da aeronave.

Ainda não há um prazo para o relatório preliminar ser emitido.

A Ethiopian já paralisou as operações com os aviões do modelo 737 MAX 8, enquanto espera mais esclarecimentos sobre o acidente e opiniões técnicas da Boeing, que deve utilizar os dados da investigação para melhorias na aeronave, evitando novos acidentes.

No último domingo (10/03) um Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines, sofreu um acidente. A aeronave transportava 149 passageiros e 8 tripulantes, e cumpriria o voo ET302 para Nairobi, no Quênia. Não há sobreviventes do acidente.

O piloto solicitou poucos minutos antes do acidente o retorno para Addis Ababa, alegando dificuldades. A Ethiopian confirmou isso em uma coletiva de imprensa.