Acidente Indonésia Sriwijaya Air Boeing 737
Foto: JetPhotos - Panji Anggero

Conforme os dias passam, a investigação sobre as causas do acidente com o Boeing 737 da Sriwijaya avançam e novos detalhes são encontrados. Em um acidente aeronáutico que tem queda no mar, o trabalho tende a ser um pouco mais difícil, pois resgatar e recuperar partes do avião em uma área grande no mar tende levar tempo e persistência. 

Pouco mais de 1 mês após o acidente com o Boeing 737 da Sriwijaya que vitimou 62 ocupantes, os investigadores começam a encaixar o ‘quebra-cabeças’ do acidente. As atualizações envolvem as manetes de potencia do avião que dias antes do acidente apresentou problemas.

Com o foco voltado por enquanto as manetes, os investigadores descobriram que houve uma assimetria entre as manetes durante a decolagem do Boeing 737. Os investigadores revelaram que no momento que a aeronave alcançava a altitude de 8.150 pés, a manete esquerda voltava para a marcha lenta enquanto a direita permaneceu em potência alta. 

Segundo os dados do voo, a aeronave continuou subindo e ao nível de voo de 10.900 pés o piloto automático foi desativado. Logo após o piloto automático ter sido desativado, a aeronave curvou a esquerda ao mesmo tempo que a manete esquerda continuava a diminuir sua potência.

Alguns segundos depois, o sistema de autothrottle foi desligado e o Boeing 737 caiu no mar. Os gravadores de dados coletaram tudo até 20 segundos após a queda. Além dos problemas com o autothrottle dias antes o acidente, no dia 25 de dezembro foi relatado que o indicador de velocidade do co-piloto apresentou problemas e foi substituído apenas no dia 4 de janeiro. 

As buscas para encontrar o gravador de voz da cabine ainda continuam, pois apenas o gravador de dados foi encontrado. O gravador de voz será fundamental para saber a maneira que a tripulação lidou com a situação e outros possíveis problemas podem ser descobertos no diálogo entre os pilotos. 

“A investigação está em andamento e se concentra, mas não se limita a, sistema de autothrottle [da aeronave] e componentes relacionados, incluindo sua manutenção, [bem como] fatores humanos e organizacionais” . Disse os investigadores.


O Boeing 737-500 de matrícula PK-CLC foi entregue originalmente a Continental Airlines, atualmente United Airlines, em maio de 1994 sob a matrícula N27610. Ficou em operação pela empresa até o ano de 2012, ano que foi compor a frota da Sriwijaya. 

Devido a crise e a pandemia no seu ápice em março de 2020, a aeronave foi colocada em estocagem a longo prazo. Tendo sido reativada 9 meses depois em dezembro. Em procedimentos normais de verificação após um longo período sem voar, a aeronave passou em todos os testes e foi aprovada para voltar a voar.