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Entre 2015 e 2016 o Irã realizou vários acordos para encomendar aviões da Airbus, Boeing e ATR. Estes foram parte do país para aproveitar o cancelamento de algumas sanções e renovar a velha frota do país.

No entanto, poucos meses depois, em 2016, os Estados Unidos endureceram as sanções contra o Irã e as encomendas ficaram congeladas. Antes disso, a Airbus e a ATR entregaram alguns poucos aviões para a Iran Air e a Iran Aseman Airlines.

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Um dos novos aviões da Iran Air entregues pela Airbus. Detalhe, esse A330 deveria ir para a frota da Avianca Brasil.

Por agora essas encomendas podem voltar, visto que o Irã voltou a negociar com Viena a suspensão de algumas sanções em troca de um novo acordo nuclear.

Porém, o Irã está tentando conseguir novos aviões também de outro modo, do jeito forçado. Tanto o diretor-gerente da Iran Air, Alireza Barkhor, como o ministro do Desenvolvimento Urbano e Rodoviário do Irã, Mohammad Eslami, querem forçar a Boeing a entregar os aviões de algum modo.

Para isso eles planejam acionar a Boeing judicialmente para fazer a empresa norte-americana a cumprir o acordo que envolve mais de 100 aviões.

No entanto, para a Forbes, a Boeing já disse que está seguindo ordens do governo norte-americano. Veja abaixo:

“A Boeing continuará a seguir o exemplo do governo dos EUA no que diz respeito ao envolvimento com as companhias aéreas iranianas.”

Apesar do valor bilionário de US$ 16 bilhões por mais de 100 aviões, a Boeing não conta mais com a encomenda do Irã, e caso as sanções sejam novamente amenizadas, o caminho será realizar um novo pedido de aeronaves, e entrar na fila para receber os aviões.