Boeing 787
Foto: Boeing

Reuters – Promotores de justiça da Itália iniciaram uma nova investigação em uma empresa que fornece peças para a construção do Boeing 787. A Manufacturing Process Specification (MPS) é a fornecedora investigada, pessoas próximas disseram que a empresa tem tido problemas com a fabricante sobre determinadas peças.

A investigação tem como principal motivo a verificação da qualidade e confiabilidade das peças fornecidas à Boeing conta falhas que poderiam resultar em riscos para a operação da aeronave. 

Esta é a segunda vez que a Manufacturing Process Specification (MPS) é investigada, a empresa já está sob administração do tribunal na Itália. A MPS estava sendo investigada a partir de uma denuncia anônima sobre a falência de uma empresa anterior, os investigadores querem descobrir se há alguma ligação entre as empresas.

O Boeing 787 teve problemas com algumas peças de titânio fornecidas pela MPS estariam com sua fabricação sendo feita com composto mais fraco do que o necessário. 

Somente no 3º trimestre a Boeing teve um gasto de US$ 183 milhões para manter o programa sem ter entregas, além de realizar as correções nas aeronaves já produzidas. A empresa espera que os problemas de produção e correções do 787 Dreamliner custem cerca de US$ 1 bilhão para a empresa.

Atualmente mais de 100 aviões do modelo 787 Dreamliner estão estocados nas instalações da Boeing, isso significa que a empresa deixou de arrecadar 9 bilhões em receita em 2020 e 2021, somente com esse problema.

A MPS atualmente emprega 40 trabalhadores em sua fábrica, a fornecedora tinha o papel de fornecer peças de titânio com revestimento químico. 

“Os promotores estão verificando a cadeia de controles de qualidade para entender por que o problema (com os componentes do MPS) foi revelado apenas recentemente”, disseram fontes à Reuters. 

“Essas são peças não sensíveis no que diz respeito à segurança de aeronaves e foram amplamente controladas pelos clientes da MPS. Vamos demonstrar no momento oportuno que é improcedente falar de falhas técnicas nos componentes fornecidos pelo MPS”. Disse o Advogado da MPS.

A Boeing não quis se pronunciar sobre a nova investigação e também sobre as peças fornecidas pela MPS. Além da Boeing, a Leonardo também foi uma das fabricantes que enfrentaram problemas com a MPS sobre o fornecimento de peças.

“Boeing e Leonardo são vítimas de potencial mau comportamento do sub-fornecedor … estamos cooperando com as autoridades e não temos indicações para fornecer até agora”. Disse o Gerente-Geral da Leonardo, Valerio Cioffi.

Tanto a Boeing como a Leonardo afirmaram que a MPS não está mais na lista de fornecedores credenciados pelas fabricantes.

 

 

Fonte: Reuters

 

 

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