(Reuters) – A Itália deve proibir em breve voos da iraniana Mahan Air, declarou um funcionário da indústria iraniana no sábado, enquanto os Estados Unidos buscam uma ação contra a companhia aérea acusada pelo Ocidente de transportar equipamentos e pessoal militar para as zonas de guerra do Oriente Médio.

A Alemanha e a França já proibiram os voos da companhia aérea, e o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, disse ao secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, no início de outubro que Roma deveria tomar uma decisão sobre seguir o exemplo.

A autoridade aérea italiana ENAC disse em comunicado que a proibição dos voos de Mahan para Roma e Milão entrará em vigor em meados de dezembro.

A Associação das Companhias Aéreas Iranianas (AIA) confirmou a notícia da proibição.

“Juntamente com a pressão sobre o nosso país, os americanos pressionaram a Itália a interromper os voos da Mahan Air para Roma e Milão”, disse Maqsoud Asadi Samani, secretário da AIA, segundo a agência de notícias semi-oficial Mehr.

A Alemanha revogou a licença da companhia aérea em janeiro, após a pressão dos EUA, enquanto a França a proibiu em março, acusando-a de transportar equipamentos e pessoal militar para a Síria e outras zonas de guerra do Oriente Médio.

Os Estados Unidos impuseram sanções à Mahan em 2011, dizendo que forneciam apoio financeiro e outros para a Guarda Revolucionária do Irã.

A companhia aérea sediada em Teerã, estabelecida em 1992 como a primeira companhia aérea privada do Irã, possui a maior frota de aeronaves do país e rotas para vários destinos europeus e asiáticos.

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