O Governo do Japão enviou um jato Kawsaki C-2 e dois turboélices C-130 Hércules para buscar funcionários de sua embaixada no Afeganistão. Enquanto o C-2 partiu na segunda-feira (23), os Hércules decolaram nesta terça-feira (24). 

Após o fechamento da embaixada japonesa no dia 15 de agosto, funcionários e diplomatas foram evacuados para Dubai afim de fugir do avanço do Talibã. No entanto, parte dos japoneses acabou ficando para trás. O plano original era tirar os funcionários por meio de aviões britânicos, mas a decisão foi criticada pelo Partido Liberal Democrata, que lidera o país. 

“Garantir a segurança do povo japonês (no Afeganistão) é nossa principal prioridade, e também consideramos importante garantir a segurança dos funcionários locais da embaixada e da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) que permanecem lá, pois incluem aqueles que desejam deixar o país”, afirmou o secretário-chefe de gabinete, Katsunobu Kato, no domingo. “Este transporte é uma medida humanitária urgente para evacuar nossos cidadãos em uma situação tão excepcional”, disse Kato, sem informar o número de japoneses que ainda estão no Afeganistão.

Aeronaves C-130H Hércules da JASDF. Foto: Ministério da Defesa do Japão.

Segundo o jornal The Jakarta Post, as aeronaves da Força Aérea de Autodefesa do Japão serão desdobradas em um país próximo ao Afeganistão. Assim que a coordenação for feita com as forças militares dos EUA no Afeganistão, que estão no controle do aeroporto, dois aviões de transporte C-130 farão viagens de ida e volta para as evacuações. O C-2 partiu na segunda-feira carregando equipamentos, suprimentos e centenas de militares das Forças de Autodefesa Aérea e Terrestre. A maior parte da equipe ficará baseada no outro país, de acordo com o Ministério da Defesa Japonês. O Ministério se recusa a nomear o país, dizendo que ainda não recebeu aprovação para fazê-lo.

O maior problema é que os funcionários devem se dirigir até o Aeroporto de Kabul. Desde que o Talibã chegou às portas de Kabul, o aeroporto que serve à capital afegã virou refúgio e porta de saída para cidadãos que tentam fugir do país a qualquer custo, tornando caótica a situação no aeródromo. Imagens de corpos caindo ou presos na lateral de aeronaves C-17 da USAF circulam nas redes sociais há dias. Vários países tem enviado aeronaves militares para repatriar seus cidadãos, bem como resgatar afegãos que querem deixar o país. 

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