JetBlue
Foto: JetBlue/Reprodução

A JetBlue, companhia aérea com sede em New York, continua a sua luta para fechar a compra de outra empresa dos EUA, a Spirit. A companhia fundada por David Neeleman teve uma proposta recusada há cerca de duas semanas.

Ainda sim, a empresa não desistiu da compra e fez uma nova proposta ‘agressiva’ em dinheiro vivo. Nesta última segunda-feira (16), a JetBlue enviou uma carta aos acionistas da Spirit com uma nova proposta.

A nova proposta é de US$ 30 por ação em dinheiro vivo e com aberta possibilidade desse valor ser elevado para US$ 33 em uma ‘negociação de boa fé’ segundo a empresa. A oferta anterior era de US$ 3,6 bilhões pela compra da Spirit.

Segundo a Spirit, a primeira proposta foi recusada pela baixa probabilidade das autoridades aprovarem o negócio, se voltando então para a Frontier que também está na disputa pela empresa de baixo custo.

Spirit
Foto: Spirit Airlines

Dentro da carta aos acionistas, a JetBlue pediu para que eles votassem ‘Não’ para a oferta de compra pela Frontier. Segundo a empresa com sede em New York, a compra seria um fortalecimento contra as quatro maiores empresas dos EUA que detém o controle de 80% do mercado. 

A JetBlue afirmou ainda que “o conselho da Spirit está priorizando seus próprios interesses e relacionamentos pessoais com a Frontier sobre os interesses de seus acionistas”.

Além disso, foi criado um site voltado para comparar as propostas e apoiar que os acionistas votem contra a proposta da Frontier. A fusão entre as companhias está marcada para ser iniciada no dia 10 de junho.

Veja o site, clicando aqui.

Além disso, a companhia aérea prometeu que pagará uma taxa de US$ 200 milhões ou US$ 1,80 por ação da Spirit em caso de não chegar a um acordo. A JetBlue não vê a necessidade de desinvestimentos e iria operar voos da Spirit sob sua marca. 

“Se os acionistas da Spirit votarem contra a transação com a Frontier e obrigarem o Conselho a negociar conosco de boa fé, trabalharemos para uma transação consensual de US$ 33 por ação, sujeita ao recebimento das informações para apoiá-la”, disse o CEO da JetBlue, Robin Hayes.