Foto: JetBlue/Reprodução

Nesta quinta-feira (07/05) a companhia aérea norte-americana JetBlue Airways, apresentou os seus resultados financeiros do 1º trimestre.

De acordo com os dados informados pela companhia, nos três primeiros meses de 2020, já sentido os efeitos da propagação do coronavírus em março, a JetBlue tomou um prejuízo trimestral de US$ 268 milhões.

Um ano antes, a JetBlue havia reportado um lucro de US$ 42 milhões no 1T19.

A receita caiu 15,1% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, incluindo queda de 52% em março, quando a pandemia atingiu a demanda e o valor das passagens.

Sobre a crise, a JetBlue explicou que atingiu sua pior queda na demanda em meados de abril, e que espera uma retomada progressiva nos 3º e 4º trimestres deste ano, após a diminuição dos efeitos do coronavírus.

A companhia aérea deve receber 936 milhões de dólares em assistência do governo para folha de pagamento, que proíbe as empresas de reduzir a força de trabalho até 30 de setembro e disse que pediu empréstimo adicional de até 1,14 bilhão de dólares que pode ser usado se necessário.

Todos esse montante será destinado para cobrir os custos da empresa durante a crise. A empresa espera queimar US$ 10 milhões de dólares por dia, durante o mês de maio, para manter as operações.


 

Renegociação de encomendas de aeronaves

Além de declarar seus resultados financeiros, a JetBlue detalhou que vai adiar a entrega de novas aeronaves, que a companhia encomendou da Airbus nos últimos anos.

A revisão da carteira de encomendas, sobre as entregas que seriam realizadas até 2022, deve resultar em uma economia de US$ 1,1 bilhão até 2022, melhorando as expectativas financeiras para a companhia até a demanda retomar aos patamares pré-COVID.

Ao todo, a JetBlue tem 130 aviões Airbus A320 com mais 65 aeronaves A321ceo e 9 A321neo. Além disso, a companhia opera com 60 aviões Embraer E190.

De encomendas, a JetBlue tem 50 a receber para o A321neo, 13 para o A321neo LR e mais 13 para o A321XLR. A companhia também estava planejando substituir a partir deste ano os seus E190 e A320 pelo novo A220, com 70 encomendas firmes no total.

 

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