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A Jetstar, da Austrália, está pensando em vender três aviões Boeing 787-8, para tentar minimizar o impacto de greves de trabalhadores nos resultados financeiros da empresa.

A greve mais recente que ocorreu na companhia, no dia 19 de dezembro, custará ao caixa da empresa cerca de US$ 17 milhões, visto os voos que não foram operados e os passageiros que precisarão ser indenizados.

A companhia tem uma frota de 11 aviões Boeing 787-8, e utiliza esses aviões principalmente para voar em destinos de distância média na Ásia, como Havaí, Tailândia, Coréia do Sul, Bali, Japão e Vietnã. A companhia pode estar com baixa rentabilidade nos voos para o Japão e Havaí.

A Jetstar está chamando a mudança de “revisão de sua frota e rede para proteger a lucratividade contínua da companhia aérea”.

“Esta revisão de frota identificou três aeronaves 787-8 operadas pela Jetstar que estão servindo rotas internacionais marginais e deficitárias. Um caso de negócios foi desenvolvido para vender essas três aeronaves, com capital a ser reinvestido em outras partes do Grupo Qantas ou devolvido aos acionistas. Espera-se que uma decisão final seja tomada no primeiro trimestre do calendário 2020.”

Com a venda dos aviões, pelo menos 50 pilotos podem perder seus empregos, e 50 podem passar a voar em aviões menores, ganhando um salário abaixo do padrão atual.

A Jetstar emprega pouco mais de 800 pilotos, a maioria membros da Federação Australiana de Pilotos Aéreos (AFAP).


No entanto, a venda das aeronaves precisa primeiro passar pela Qantas, visto que os aviões da Jetstar pertencem à companhia-mãe, que pode optar por colocar esses aviões na sua frota.

Um decisão deve ser anunciada até o final do primeiro trimestre de 2020.