O Tribunal de Justiça de São Paulo voltou a mexer nos processos de falência da Transbrasil, que correm na justiça desde 2001. Isto está acontecendo devido a uma desconfiança de fraude dos sócios da empresa.

A Transbrasil quebrou com uma dívida de R$ 900 milhões, que hoje podemos cotar por R$ 2,4 bilhões devido à inflação do período. Mas o estopim foi uma dívida com a GECAS, que alugava aviões para a companhia, no valor de US$ 2,6 milhões. Além disso a Transbrasil tinha uma alta dívida com empresas que forneciam combustíveis para as suas aeronaves.

De acordo com a justiça, há uma desconfiança de que os diretores e presidentes da companhia desviaram uma considerável quantidade de recursos do caixa da empresa, entre 1997 e 2001, eles fizeram isso como uma forma de blindar o capital de um possível processo de falência e dar uma espécie de calote nos credores.

O desembargador José Carlos Costa Neto disse que a empresa não apresentou livros de contabilidade, com os dados dos últimos anos, nem um registro de transferências bancárias. Apesar disso a justiça conseguiu descobrir que a empresa transferiu R$ 51 milhões (valor da época) para uma filial nos EUA, que não era utilizada na parte operacional (aqui a justiça considerou como empresa de fachada), o dinheiro foi transferido aos poucos entre 1997 e 2001.

Com essa afirmativa a justiça bloqueou bens de empresas do grupo Cipriani, o principal suspeito de ter realizado essas transferência.

O desembargador Edson Luiz de Queiroz, que também participa dessa investigação, também disse que nenhuma justificativa foi apresentada para explicar a existência de 559  operações financeiras sob suspeita.

A justiça do Grupo Cipriani se limitou a dizer que as operações foram normais e cotidianas. O Grupo Cipriani poderá apresentar uma contestação na justiça.

 

Via – Folha de São Paulo