“Encontramos uma feira muito viva, muito atenta e muito focada no Programa Espacial Brasileiro [PEB], o que para nós foi uma grande satisfação”.

A avaliação é do Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, que lidera os dois centros de lançamentos brasileiros e os institutos que pesquisam e desenvolvem tecnologias do segmento.

De acordo com o oficial-general, a área espacial ganha mais relevância depois da assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos. O documento, que ainda tramitará no Congresso Brasileiro, é determinante para a exploração comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) por empresas privadas estrangeiras.

“Surpreendeu bastante o interesse, pelo momento especial que estamos com a total atenção ao Centro de Lançamento de Alcântara, após a assinatura do novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os Estados Unidos para podermos operar com diversas empresas na área de Alcântara”, afirmou.

 

PESE

Um dos destaques do Comando da Aeronáutica durante a LAAD foi o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), gerenciado pela Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e criado para atender as necessidades das Forças Armadas. Por preverem uso integrado, os sistemas também proporcionam benefícios à toda sociedade brasileira.

LAAD 2019 se volta para questões aeroespaciais

“O PESE é um programa dual. Por isso, estamos trabalhando, em todos os momentos, junto à Agencia Espacial Brasileira [AEB], porque entendem perfeitamente que a área defesa está inserida em um programa maior, que é o Programa Espacial Brasileiro”, explica o Tenente-Brigadeiro Aguiar a respeito dos projetos que estão em desenvolvimento.

Além do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1), em operação desde 2017, há perspectiva de novos lançamentos a partir de 2021. Entre os projetos previstos está o satélite de sensoriamento remoto óptico, denominado de Carponis-1, o primeiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto de alta resolução espacial cuja aplicação dual conta com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), podendo também vir a atender outros órgãos governamentais. Nas demais constelações de satélites previstas estão o SGDC-2, Atticora (comunicações táticas), e Lessonia (sensoriamento remoto radar).

“Assim como estão outros ministérios, também o Ministério da Defesa se soma à AEB para que o Programa como um todo decole”, finaliza.

 

Via – FAB