LATAM deverá receber mais um aporte de US$ 1,3 bilhão

Aeronaves da LATAM na área remota do Aeroporto de Congonhas.

O Grupo LATAM deverá receber um aporte total de US$ 2,4 bilhões, após uma aprovação do fundo de investimentos global Oaktree Capital Management, para injetar US$ 1,3 bilhão na companhia.

A outra parte vem de um aporte conjunto da Qatar Airways e família Cueto, acionistas do Grupo LATAM, no valor de US$ 900 milhões. Toda essa movimentação, que pode totalizar uma quantia de R$ 12 bilhões, permitirá uma maior liquidez para a LATAM neste período.

“O grupo Latam deu um grande passo para garantir sua continuidade operacional. O apoio de dois de nossos principais acionistas foi essencial, pois despertou o interesse e o comprometimento dos investidores que não tínhamos há um mês. Esse sinal de confiança no futuro do grupo permitiu capturar todos os recursos necessários para operar durante a crise, até a recuperação da demanda, concluindo com êxito o processo de recuperação judicial”, afirmou o CEO do grupo, Roberto Alvo.

“Estamos seguros de que estamos nos movendo de forma responsável e adequada, pois temos o desafio de transformar a empresa para que ela se adapte à nova realidade pós-pandemia e garanta a sua sustentabilidade no longo prazo”, afirmou o CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, no comunicado oficial.

A nota de Cadier no comunicado é justificada pelo fato da LATAM Brasil ter acesso a esse dinheiro injetado na companhia, após ser incluída no processo de recuperação judicial. A filial brasileira é de grande relevância para o Grupo LATAM, representando cerca de 50% das operações.

O documento ainda explica que esse aporte será feito como um financiamento para a LATAM, onde os acionistas poderão no futuro resgatar esse valor aplicado. O acordo também permite que os acionistas tenham prioridade no pagamento do empréstimo, frete aos outros credores da LATAM.

 

Outras injeções de capital

O Grupo LATAM ainda deve receber uma injeção de US$ 1,9 bilhões da Delta Air Lines, que comprou uma participação de 20% na companhia. Para o negócio ser totalmente finalizado, os acordos de codeshare ainda precisam de aprovação governamental de vários países.


A LATAM Brasil ainda negocia com o BNDES um empréstimo de R$ 2 bilhões, que está sendo realizado conjuntamente também para outras companhias aéreas. Com este empréstimo o Grupo LATAM poderá ter à disposição cerca de R$ 24 bilhões para se recuperar.

 

Recuperação sem algumas filiais

A LATAM decidiu durante a crise paralisar e até mesmo fechar algumas filiais. Na Argentina o Grupo optou por encerrar as atividades de sua filial, e na Colômbia as operações estão paralisadas até o fim de setembro.

 

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