LATAM Boeing 767

A LATAM Airlines está procurando um parceiro para ampliar a sua unidade cargueira. A divulgação dessa movimentação foi através de um executivo da própria companhia, que cita oportunidades no crescente e-commerce na América Latina.

O comércio eletrônico cresceu substancialmente na América Latina durante a pandemia, embora tenha ficado historicamente atrasado devido à infraestrutura deficiente. Por este motivo a demanda foi rapidamente repassada para os aviões, e muitas companhias aéreas se beneficiaram desta alta.

A Azul, por exemplo, converteu quatro aviões Embraer E195-E1 para operações de carga durante a pandemia. A Sideral Cargo estreitou uma parceria com o Mercado Livre, que domina o mercado na região da América Latina.

Embora a assinatura de um contrato exclusivo de carga seja uma possibilidade, Andres Bianchi, presidente-executivo da divisão de carga da LATAM, disse à Reuters que a empresa também pode criar um sistema “onde diferentes participantes que desejam participar do comércio eletrônico tenham acesso à capacidade e utilizem nossa rede.”

“Estamos vendo o comércio eletrônico como uma tendência na região que continuará crescendo, não apenas internamente, mas cada vez mais internacionalmente”, disse Bianchi.
 
“É por isso que vamos adicionar dois aviões (cargueiros) na Colômbia, além de apoiar o crescimento da indústria do salmão no Chile”, disse ele, apontando especialmente para os mercados asiáticos.
 
Bianchi está particularmente interessado em aumentar a capacidade de carga para o Brasil, disse ele. Mas ele também está trabalhando para aumentar os voos de carga do Equador e da Colômbia, que têm fortes exportações de flores.
 

A LATAM, maior companhia aérea da região, pediu a Recuperação Judicial em maio passado, prejudicada pelo colapso repentino nas viagens aéreas causado pela pandemia.

Desde então, sua divisão de carga se recuperou mais rápido do que o resto da empresa, e a empresa agora busca converter permanentemente oito de seus aviões de passageiros em aviões de carga, todos do modelo Boeing 767 (Veja Mais Clicando Aqui).

 

Via – Reuters