LATAM pede autorização para pagar acordos e poderá realizar mais demissões

A LATAM está se afastando da oneworld. Foto: LATAM

A LATAM Airlines fez no último mês de maio, importantes ajustes no quadro de funcionários e também na folha de pagamentos. A companhia aérea reduziu seu quadro em cerca de 3.000 funcionários, devido a crise do Covid-19 que atinge a empresa e todo o setor de aviação no mundo.

A empresa considera o número de demissões, aposentadoria voluntária e licenças não pagas e representa quase 9% da doação do grupo no final de 2019. A empresa que está desde o dia 26 de maio no processo de recuperação judicial, sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, pediu para ter aprovação do pagamento de indenizações e compensações, os recursos estão em torno de US$ 1,3 milhão.

Desse total, US$ 500.000 correspondem ao pagamento de ex-funcionários no Chile, US$ 550.000 no Uruguai, US$ 550.000 no Peru, US$ 20.000 na Colômbia e US$ 15.000 nos Estados Unidos e Espanha, respectivamente.

A companhia aérea explicou que, embora pretendessem liquidar esses pagamentos antes de enviar a solicitação de reorganização, dado o tamanho da força de trabalho e os recursos que tinham para gastar na preparação do arquivamento do Capítulo 11, a empresa não conseguiria resolver completamente seus problemas e obrigações com ex-funcionários antes de iniciar o processo. Nesse sentido, indicou que vários ex-trabalhadores não recebiam todas as indenizações e outros pagamentos devidos, como salários e férias.

A empresa reconhece no documento apresentado ao tribunal que “não é possível prever neste momento quantos funcionários serão potencialmente afetados”, uma vez que, no decorrer do processo nos casos do capítulo 11, “pode ​​não ter escolha a não ser tomar a difícil decisão de reduzir ainda mais sua força de trabalho”.

A LATAM realizou demissões antes de enviar o pedido de reorganização, durante os tramites ajustou toda a sua operação. Em um mês, a empresa demitiu cerca de 2.900 funcionários nas subsidiarias no Chile, Colômbia, Equador e Peru. 

A empresa alega urgência nos pagamentos para evitar sanções contra a empresa e ações de funcionários demitidos.  


 

Fonte: La Tercera
Texto: Aeroflap

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