LATAM Pass Travel
Foto: Gabriel Melo/Aeroflap

A LATAM Brasil está se preparando para acompanhar a retomada da economia, mesmo ainda em um patamar abaixo do nível pré-pandemia.

A procura por viagens aéreas dentro do Brasil vem aumentando gradualmente com a expectativa da celeridade no processo de vacinação no País.

 

Retomada acelerada de voos na LATAM

Diante deste cenário que traz um pouco mais de otimismo, a empresa está fazendo alguns movimentos importantes. O primeiro é a recuperação da sua malha aérea no mercado interno com projeção de operar em torno de 90% até dezembro de 2021.

A empresa está operando 49% do que operava no mesmo mês em 2019. Essa projeção é superior à de abril deste ano, quando a companhia operou 38%.

A companhia operou em abril cerca de 190 voos diários. Em maio a aérea planeja encerrar o mês com uma média de 250 voos operados por dia. Em julho a companhia planeja ter 400 voos diários, com aumento para quase 800 até o final de 2021.

Nesta sequência, a empresa prevê a contratação de 750 pilotos e comissários até o final do ano. Adicionalmente, estão chegando ao Brasil sete Airbus A320 para fortalecer a malha doméstica.

Paralelamente, a LATAM anunciou um plano agressivo de crescimento da frota de cargueiros na região como um todo, passando de 11 a 21 aeronaves 767 dedicadas à carga.

Jerome Cadier LATAM
Jerome Cadier

“Já estamos operando todos os destinos que operávamos na pré-pandemia a partir do aeroporto internacional de Guarulhos e estamos voltando com algumas rotas a partir de Congonhas. Adicionalmente, temos programado novos destinos que lançaremos em breve. Em maio, iremos operar 250 voos diários e para julho programamos operar em torno de 400 voos diários”, comenta Jerome Cadier, CEO da LATAM Airlines Brasil. “No mercado internacional, seguimos confiantes na abertura das fronteiras com o processo avançado de imunização tanto nos EUA quanto na Europa”, complementa Cadier.

 

Encerramento do codeshare com a Azul

Outro movimento também impulsionado pela tendência de melhora do mercado é a decisão da empresa de findar o codeshare no Brasil com a Azul Linhas Aéreas, anunciada hoje e que se efetivará dentro de 90 dias, em 22 de agosto de 2021.

Frente a este cenário, o acordo passa a ter menos relevância, uma vez que as malhas aéreas se recompõem e alcançam níveis próximos do período pré-pandemia, possibilitando assim que as empresas tenham melhores condições para voltarem a vender seus próprios voos.

“Este acordo de codeshare foi uma alternativa identificada pelas duas empresas para enfrentar a queda de vendas e redução de malha aérea durante o auge da pandemia. Com a perspectiva de melhoria, não há mais sentido. Além disso, tanto a expansão quanto o volume de passageiros que se beneficiam deste acordo ficaram aquém das expectativas iniciais da LATAM durante o ano de 2021″, finaliza Cadier.

Cerca de 64 rotas estão incluídas no acordo de codeshare, além das rotas sobrepostas implementadas posteriormente. O acordo entre as duas aéreas foi alvo de reclamação da GOL, apesar das poucas vendas conjuntas desde o início.

A dissolução deste acordo está alinhada entre ambas as empresas e não trará qualquer impacto aos passageiros. O acordo também inclui acúmulo recíproco de pontos nos programas LATAM Pass e TudoAzul.

Contudo, essa retomada rápida não contabiliza uma provável terceira onda. Jerome Cadier acredita que é improvável, devido a vacinação.

“O codeshare com a LATAM foi uma alternativa em nossa resposta à pandemia. Também percebemos que a consolidação da indústria seria importante para a recuperação pós-pandemia e a Azul é parte fundamental em iniciativas desse tipo. No fim do primeiro trimestre desse ano, contratamos consultores financeiros e estamos estudando ativamente oportunidades de consolidação. Acreditamos que o encerramento do codeshare pela LATAM seja uma reação ao processo de consolidação”, diz John Rodgerson, CEO da Azul. “A Azul está emergindo desta crise em uma posição de liderança em termos de liquidez, recuperação de malha e vantagens competitivas. Nossos planos não mudaram e estou confiante de que estamos na melhor posição para buscar alternativas estratégicas neste momento”, afirma Rodgerson.