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Linha de produção do F-35. Foto: Lockheed Martin.

A Lockheed Martin afirmou na segunda-feira (27) que entrou em um acordo com o Pentágono para entregar menos caças F-35 durante o ano. Segundo a fabricante, o novo acordo “garante previsibilidade e estabilidade” na produção dos caças. 

Como parte do plano de produção do F-35, a Lockheed concordou em entregar entre 133 139 aeronaves em 2021. A empresa pretende produzir 151 a 153 caças stealth em 2022 e 156 exemplares anualmente a partir de 2023 em diante. Em janeiro do ano passado, em seu momento mais otimista, a Lockheed planejava fabricar 140 aeronaves em 2020, cerca de 160 jatos em 2021, 165 em 2022 e então até 180 aeronaves por ano nos anos seguintes. No entanto, a pandemia e seus efeitos mudaram os planos da companhia, que acabou tendo que revisar as suas metas. 

Em junho, a Lockheed disse que estava trabalhando na “suavização da produção” – um plano para encontrar a maneira mais eficiente de aumentar a produção e recuperar o atraso, depois de ficar atrás de suas metas de produção em 37 e 43 jatos em 2020 e 2021. A empresa disse que pretendia chegar a um acordo com o Joint Program Office (JPO) do F-35 no Pentágono para distribuir esse atraso ao longo de vários anos. 

F-35 na linha de montagem. Foto: Lockheed Martin

“Pense nisso como nivelar os altos e baixos ano a ano nas quantidades de produção, o que trará muitos benefícios para nossa fábrica, para nossa força de trabalho, para nossa cadeia de abastecimento, para obter essa estabilidade nos próximos quatro ou cinco anos”, disse a empresa.

Na época, a Lockheed também disse que esperava que a produção anual se estabilizasse em pouco menos de 169 unidades anuais. No entanto, o recente acordo com o Joint Program Office representa um número significativamente inferior, com 156 aeronaves por ano a partir de 2023.

A produção do F-35 já estava atrasada. Mas a produção anual mais baixa significa que a Força Aérea dos Estados Unidos, a Marinha dos Estados Unidos e o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos levariam ainda mais tempo para comprar e receber seu programa completo de quase 2.500 aeronaves. As forças armadas dos EUA receberam 437 exemplares do F-35, de acordo com dados das frotas da Cirium. 

Foto: Connor J. Marth/USAF.

Se o acordo de 156 aeronaves por ano representa uma espécie de teto, as entregas para os serviços dos EUA também podem ser atrapalhadas por novos pedidos de clientes internacionais. Nos últimos anos, Polônia, Suíça e Emirados Árabes Unidos surgiram como novos compradores. A Lockheed está se esforçando para vencer várias outras competições internacionais de aquisição de caças.

Via Flightglobal

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