Foto: Connor J. Marth/USAF.

A Lockheed Martin acredita que pode reduzir o valor da hora de voo do caça de quinta geração F-35 Lightning II para para US$ 25 mil até 2025 se o Escritório Conjunto do Programa F-35 (Joint Program Office), responsável pelo gerenciamento do projeto da aeronave, concordar com um contrato de logística baseado em desempenho.

Segundo a Lockheed, o custo atual é de US$ 36 mil por hora de voo. 

De acordo com o Flightglobal, a empresa está sob pressão para melhorar os índices de confiabilidade e custos operacionais do caça, já que o principal cliente do jato, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), considera alternativas mais baratas, como adquirir mais caças F-16 ou o desenvolvimento de uma nova aeronave de 4.5 geração. 

Greg Ulmer, vice-presidente executivo de aeronáutica da Lockheed, disse em 19 de fevereiro que a empresa está antecipando um pedido de proposta do Escritório Conjunto para um contrato de logística baseado em desempenho.

A Lockheed acredita que receberá uma justificativa de fonte única do Escritório como a única empresa qualificada para manter o F-35.

A companhia também afirma que está desenvolvendo uma declaração de desempenho de trabalho e um esboço da estrutura do contrato em coordenação com o Escritório. 

O Joint Program Office e o Pentágono expressaram ceticismo sobre a meta da Lockheed em reduzir o custo da hora de voo para US$ 25 mil. Todavia, a empresa destacou seu histórico de redução dos custos operacionais do caça nos últimos anos.

Linha de produção do F-35. Foto: Lockheed Martin.

Ken Merchant, vice-presidente de sustentação do F-35 da Lockheed diz que “Nos últimos cinco anos, reduzimos os custos operacionais em 40%. Estamos prevendo que podemos tirar outros 40% desse custo controlado pela Lockheed, que é cerca de 39% do custo por hora de voo.”

Em teoria, um contrato de logística de vários anos, baseado em desempenho, permitiria à Lockheed assumir a propriedade e o controle de todo o processo de manutenção e sustentação do F-35. 

Ou seja, o contrário de um contrato de manutenção mais convencional, que tende a fazer com que os clientes encomendem peças e serviços em transações desconectadas e pontuais.

O contrato permite que o fabricante aproveite as vantagens das economias de escala ao comprar peças “de prateleira” e serviços antecipadamente a preços mais baixos diretamente dos fornecedores.

Também pode criar processos de manutenção mais baratos e eficazes. Algumas economias seriam repassadas aos operadores do F-35, enquanto a Lockheed ficaria com o restante como lucro.

A fabricante reforça que o contrato de logística baseado em desempenho é mais do que uma teoria. A empresa está se preparando para executar esse acordo de manutenção e implementou contratos semelhantes com seus fornecedores.

“Acreditamos que estamos fazendo os movimentos certos; que fizemos os investimentos iniciais certos em ferramentas de suporte e análise de decisão, que estão nos ajudando a fazer as decisões corretas e mover as peças para os lugares certos.”, diz Merchant.

“Também precisamos que o governo assuma compromissos e economias semelhantes, já que eles têm 49% do custo por hora de voo no jato. Muitas das coisas que estamos fazendo terão um impacto positivo. E é isso que nos dá a confiança de que podemos chegar a esses US$ 25 mil em 2025.” completou o vice-presidente.

A Pratt & Whitney, fabricante do motor F135 que equipa o caça, é responsável pelo restante dos custos operacionais da aeronave. Todavia, o motor se mostrou a mais recente fonte de problemas do avião.