Militares do Exército Americano carregando um míssil AGM-114 Hellfire em um AH-64 Apache. Foto: US Army.

A Lockheed Martin recebeu um contrato de US$ 101.332.412 do Departamento de Defesa dos EUA para fornecer mísseis AGM-114 Hellfire para a Grécia, Indonésia, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. O Pentágono não informou quantos mísseis serão fornecidos à cada nação. 

Em comunicado emitido na sexta-feira (10), o Departamento informou que a “Lockheed Martin Missiles and Fire Control, Orlando, Flórida, recebeu uma modificação de U$ 101.332.412 (P00073) para o contrato W31P4Q-18-C-0130 para aquisição de mísseis Hellfire e contêineres [de transporte]. O trabalho será executado em Orlando, Flórida, com uma data de conclusão estimada em 30 de setembro de 2024.” A fabricante também recebeu um contrato de US$ 29 milhões para fornecer mísseis para o Exército dos EUA. O modelo do armamento não foi informado. 

Originalmente desenvolvido ainda na década de 1970 para destruir tanques e veículos blindados, o AGM-114 Hellfire é um míssil ar-solo ou solo-solo largamente empregado pelos Estados Unidos e seus aliados, como Israel, Reino Unido, Coreia do Sul, Noruega, Índia e outros. O armamento pode ser guiado por laser semi-ativo ou radar, dependendo da versão. O Hellfire pode ser lançado a partir de veículos terrestres ou aeronaves como o AH-64 Apache, AH-1 Cobra/Viper, AC-208 Caravan, MQ-9 Reaper, AC-130 e demais plataformas. 

MH-60R Seahawk disparando um míssil AGM-114 Hellfire. Foto: Mark A. Leonesio/US Navy.

A CIA, agência de inteligência dos EUA, também desenvolveu o R9X, uma versão do Hellfire feita para eliminar alvos de grande valor sem causar danos colaterais. No R9X, a ogiva é substituída por seis lâminas que se abrem em voo e matam o alvo no impacto. O armamento já foi usado para matar líderes do Estado Islâmico, Talibã  e al-Qaeda. 

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