Foto - Alitalia

A Lufthansa e a estatal Ferrovie dello Stato declararam que não há mais interesse mútuo entre as empresas de investir na Alitalia, através da compra da mesma.

Sem o investimento das duas interessadas anteriormente em recuperar a companhia, a Alitalia fica sem rumo a seguir, visto que o governo italiano declarou que não fará novos aportes financeiros na empresa, com função de cobrir o prejuízo.

Se o Consórcio Atlantia, da família Benetton, não demonstrar interesse, a Alitalia pode morrer até junho deste ano.

A Atlantia é a empresa responsável pelas rodovias da Itália e está enfrentando a remoção de seu contrato após o colapso da ponte Morandi em Gênova em 2018. É improvável que a Atlantia faça um grande aporte na Alitalia, que tem uma dívida bilionária.

Enquanto deveria estar com uma boa administração, visto as várias tentativas de tentar a recuperação da empresa, a Alitalia se afundou ainda mais nos seus custos operacionais, e atualmente gasta 2 milhões de euros por dia para manter suas operações.

Desde 2002 a firma não tem acusado lucro, e em maio de 2017 declarou insolvência. Neste meio tempo, recebeu de Roma diversos empréstimos de resgate: no início de dezembro foram 400 milhões de euros como crédito-ponte, para que se mantenha em funcionamento até 31 de maio de 2020, ou até uma eventual aquisição.

A Alitalia já teve que ser salva com verbas estatais em 2008 e 2014. Analistas calculam que já consumiu cerca de 9 bilhões de euros em verbas públicas.


 

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