Mais de 400 Aviões Russos foram interceptados pela OTAN em 2020

F-16 belga intercepta TU-160 sobre o Mar Báltico. Foto: Força Aérea Belga (Twitter)

O ano de 2020, apesar da pandemia, foi bastante agitado no lado da aviação militar, o nosso editor André Magalhães está até de prova sobre essa alta movimentação nos céus.

E os números refletem isso. As forças aéreas de diversos países que compõem a OTAN realizaram ao longo deste ano cerca de 400 interceptações de aviões da Rússia, que voavam nas proximidades dos espaços aéreos de diversos países.

Isso resultou também em 400 vezes que o acionamento com urgência de caças foi realizado, sendo que 350 acionamentos foram para aviões que não avisaram de sua movimentação, não transmitindo ao controle de tráfego aéreo quaisquer dados sobre as suas missões.

“Nos últimos anos, vimos um aumento do nível de atividade aérea militar russa perto das fronteiras da Aliança”, disse o porta-voz da OTAN, Oana Lungescu. “Estamos sempre vigilantes. Os caças da OTAN estão de serviço 24 horas por dia, prontos para decolar em caso de voos suspeitos ou não anunciados perto do espaço aéreo de nossos Aliados. O policiamento aéreo é uma forma importante pela qual a OTAN fornece segurança para nossos membros”.

Em toda a Europa, cerca de 40 radares de vigilância aérea e centros de comunicação, e cerca de 60 jatos da OTAN, estão de serviço 24 horas por dia, 7 dias por semana, para servir como uma força de resposta rápida para aeronaves que entrem em perigo ou desafiem as regras de voo internacionais próximas ao espaço aéreo da Aliança.

A Rússia, por sua vez, diz que não ofereceu em nenhum momento perigo aos países que compõe a OTAN, e que os voos eram apenas de treinamento em “águas neutras”, nome para locais onde é possível voar com aviões militares sem prévio aviso.

Alguns exercícios de treinamento da Rússia envolviam até mesmo bombardeiros escoltados por aviões de caça russos, contornando países da Europa.


O contrário também ocorreu, e as Forças Aeroespaciais da Rússia interceptaram aviões militares de alguns países da Europa ao longo deste ano, como neste caso.

 

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