A330 Aeroflot Rússia
Foto: Fedor Leukhin via Wikimedia Commons

Nesta semana, o executivo sênior de planejamento de frota da Aeroflot foi preso pelo Tribunal de Moscou por suspeita de fraude. A informação foi divulgada pela Agência TASS que cita ainda alguns documentos judiciais.

Mikhail Minayev vai permanecer sob custódia até pelo menos o dia 8 de agosto, caso seja considerado culpado pode pegar uma pena de 10 anos de prisão e mais US$ 17 mil em multas.

O executivo já recorreu das acusações, mas o Tribunal de Moscou não forneceu mais detalhes sobre o andamento do caso. Em menos de três meses foi o segundo mandado de prisão contra executivos da Aeroflot que cuidavam do planejamento da frota da empresa.

Em abril o Serviço Federal de Segurança da Rússia invadiu os escritórios da Aeroflot, de onde apreendeu computadores e documentos. Pouco mais de um mês depois da operação, Andrey Panov que também fazia parte do planejamento de frota e estratégia da empresa, foi preso também por suspeita de fraude.

Pouco antes da operação federal, Andrey fez publicações no qual expressou suas opiniões sobre a invasão russa na Ucrânia.

“Quero dizer a todos os colegas – aqueles com quem trabalhei, construí projetos ou negociei acordos, todos os altos empresários russos: eu sei por que você tem medo de falar contra a guerra”, escreveu Andrei Panov em comunicado publicado pelo jornal Tempos Financeiros.

“Eu era o mesmo quando ainda estava em Moscou. Sei que é impossível ser um alto executivo e se opor ao regime político, e não estou pedindo mártires ou presos políticos. Mas você pode se aposentar, continuou o ex-executivo da Aeroflot.  

“Você pode sabotar o esforço de guerra, atrasando ou ignorando todos os acordos ou contratos que apoiam a invasão militar ou a propaganda russa. Você pode educar seus subordinados e deixar claro para eles que você é contra a guerra. Você pode ignorar os desfiles e se recusar a enviar sua equipe para participar deles, e pode gritar bem alto sobre o desastre econômico que cresce a cada nova semana de conflito”, concluiu.

 

 

Com informações da Aerotime.