Foto - Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil informou que no dia 23 de agosto ocorreu a finalização e aceitação da quarta aeronave AF-1 modernizada pela Embraer. A Marinha ainda receberá mais duas aeronaves, totalizando assim seis aeronaves modernizadas.

Em 29 de agosto, a aeronave foi transferida ao setor operativo, aumentando a capacidade de inteligência e defesa aérea da Força Naval e possibilitando a demonstração de incremento da Base Industrial de Defesa, por meio da empresa Embraer Defesa e Segurança. A empresa desenvolveu tecnologia nacional para integração de sistemas embarcados para combate e criou integralmente o software embarcado de missão das aeronaves modernizadas (Operational Flight Program), o que permite maior independência nacional.

O projeto de modernização foi lançado pela Marinha em 2009 e a escolha da empresa responsável pela modernização de 12 caças AF-1. Porém essa número foi reduzido a seis aeronaves, devido a desativação do Porta-Aviões NAe A-12 São Paulo em 2017.

Esse projeto visa modernizar e com isso estender a vida útil das aeronaves por cerca de 10 anos. A modernização inclui a troca de antigos equipamentos de navegação e comunicação por equipamentos mais modernos.

Foto – Marinha do Brasil

Todas as aeronaves modernizadas receberam o radar israelense EL/M 2032, que possui os seguintes modos de operação: ar-ar, ar-mar, ar-solo e navegação, e tem como principal tarefa detectar e rastrear alvos aéreos e de superfície, além de fornecer medida de distância ar-solo para o subsistema de pontaria de armas. O radar, no sub-modo TWS (Tracking While Scan), possui capacidade de localizar e rastrear automaticamente 64 alvos, simultaneamente, marítimos ou terrestres. No modo SAR (Abertura Sintética), é possível fazer o mapeamento terrestre em operações de esclarecimento (reconhecimento).

A Marinha do Brasil adquiriu essas aeronaves da força aérea do Kuwait em 1997, ao todo foram compradas 23 unidades do caça McDonnell Douglas A-4 Skyhawk ou AF-1 como são conhecidos na MB.

O AF-1B N-1008 modernizado poderá ser utilizado em operações de inteligência, uma vez que apresentou evolução no quesito furtividade, por receber pintura que reduz a identificação visual. 

Além do caça-bombardeiro a marinha brasileira adquiriu mais uma aeronave de asa fixa em 2010, foi o Grumman C-1A Trander comprados dos EUA, ao todo oito unidades das aeronaves foram adquiridas e as mesmas também passam por modernização visto que é um avião dos anos 50.

As características dos KC-2 Turbo Trader como é conhecido dentro da força naval, são o REVO (Reabastecimento em voo), lançamento de paraquedistas, operações de busca e salvamento e vigilância aérea.